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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Quem tem limite é município.

27 de setembro de 2021 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Quem tem limite é município.

Os munícipes não. Palavra arcaica. Mas limite não é arcaico.

Essa frase chegou até mim numa inscrição de copo de festa.

Festa sem limites.

Sem limites para a alegria, para o abraço, para o bem querer.

A frase é emblemática para a festa. É emblemática para a vida.

Refleti sobre ela. A intenção da frase impressa num copo destinado para bebidas numa festa não tem nada de informação implícita. A mensagem é para beber. Beber sem limite.

Outras intenções são secundárias ou paralelas ao ato de beber. Sem limites. Só quem tem é município.

Deixando de lado a festa. Sem limites. Direciono o pensar para o contexto mundial.

O corona vírus não respeitou limites nem de municípios, nem de estados, nem de países e nenhum continente.

Não houve barreiras sanitárias que não tenha conseguido ultrapassar. Colocou cientistas trabalhar sem limite de tempo para produzir  a vacina capaz de freá-lo.

O sem limite do ser humano criou o vírus sem limite.

O sem limite do ser que se intitula de racional intensificou-se.

Criou mentiras. Espalhou-as sem limites através das ferramentas digitais.

Aumentou lucros sem limites.

Aumentou a fome sem limites.

Aumentou a descrença na ciência. Apagou luzes da filosofia. Obscurantismo sem limites.

Aumentou sem limites a descrença na política. Com a intenção de não mexer no sistema corrupto e nefasto que está arraigado em todos os sistemas de governo. Para que o povo” não queira ” esse poder.

O povo tem que ter limites!!  Não pode se manifestar nas instâncias dos eleitos.

  • Tenha limite, professora!
  • Se quiser falar, se eleja vereador.
  • Deputada, a descontrolada. Tenha limites.
  • Mulher não pode saber mais que seu marido. ( 1600? Não. 2021.)

Esquecem, os delimitadores, que vamos além da frase do copinho.

Ficamos ébrios por algum tempo.

Mas aos que querem delimitar além dos municípios, fica o alerta:

O limite para quem tem fome não existe.

Para a  fome que dói o estômago.Para a fome que corrói a alma.

Não tem limite o desejo de revolucionar. Basta mudar o marco limítrofe!!!

E brindar com o copinho ai…..

 

Tempo de Leitura: 1 min
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O sujeito Nós no discurso político

22 de novembro de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Analisei o discurso político do período eleitoral pelo uso constante do pronome pessoal Nós.

– Nós faremos….nós planejamos….nós fizemos…..nós pensamos…nós recebemos…

Os representantes de partidos políticos usam muito o pronome NÓS em suas narrativas. A grosso modo, estariam se referindo às pessoas de suas agremiações políticas. Ao ideário a que pertencem. Será?

A organização política partidária do Brasil remete-nos à leitura implícita  de quem realmente faz parte desse sujeito ou sujeitos marcados pela marca desinencial ( faremos. projetamos, queremos, disputamos…)

Seriam as empreiteiras? Grandes grupos empresariais? Alguns coronéis ? Algumas empresas estrangeiras ? Financiadores de milionárias campanhas eleitorais. Supostos sujeitos que ocupam lugar no pronome pessoal Nós.

Gostaria muito que o sujeito desse lugar fosse ocupado pelo povo. Quem realmente faz. Constroi. Fabrica. Produz. Cria. Transporta. Ensina. Cura…

Mas o projeto político do” Nós” deixa na clandestinidade os sujeitos reais da história.

Desde a construção da Babilônia antiga, do templo do rei Salomão até as babilônias e templos contemporâneos os reais construtores são anônimos.

_ Nós estaremos em contato permanente com as vilas,com os bairros, com toda a comunidade durante todo nosso mandato. Afirma o candidato, que inclusive foi o vencedor, no entanto o cenário dessa gravação é sempre a praça central da cidade.

Quem sabe ler palavras e imagens, e nem não precisa ser profissional da semiótica, entendeu para quem ele de fato governará.

O sujeito do verbo desinencial faremos, dialogaremos, atenderemos tem lugar definido,tem raça definida, tem classe social e, infelizmente, não me vejo inclusa, tampouco  a maioria dos sujeitos.

Somos apenas uma marca desinencial que a gramática normatiza o discurso político.

Infelizmente, normatiza parcialmente os direitos do sujeito nós.

PS: Nós, aqui do bairro, não temos saneamento básico, tampouco rede fluvial.

ASSINA:  SUJEITO EU SEM O ” NÓS ”

 

 

Tempo de Leitura: 1 min
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Eu quero ser costureira!!!

22 de junho de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

As palavras movem, os exemplos arrastam.

Diga o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Estive refletindo sobre esse ditado latino.

Refleti sobre isso , porque vivendo a pandemia COVID 19 estamos ouvindo e vendo tantas coisas, que se faz necessário saber peneirar, filtrar, deletar ou seguir,copiar e, nunca ficar neutro.

A doença é real. O vírus é altamente transmissível. É mundial. Por isso PANDEMIA.

Mas autoridades negam a letalidade.

Descumprem as orientações técnicas da OMS.

Travam uma guerra jurídica. Defesa da vida contra a defesa do Deus mercado.

Nessa luta, há de tudo.

Deputado que escreve no instagram USE MÁSCARAS. NÃO PROMOVA AGLOMERAÇÃO…CUIDE DE SEUS AVÓS, TIOS, PAIS IDOSOS…

Alguns dias depois,  surge numa festinha particular.

O cara é o exemplo do velho ditado” faça o que digo mas não faça o que eu faço”.

Já o presidente em exercício, líder maior da nação,pelo menos deveria se comportar como tal , diante da triste letalidade de brasileiros, participa de aglomerações e discursa  minimizando a grave situação do país.

_E o povo ?

_Ah, o povo fica  perdido.

Ainda bem que nesse caos, surge a luz pragmática, aquela que ilumina o caminho pelo  conjunto de ideias que obteve bons êxitos na sua aplicação. ( Peirce e James)

Vamos seguir o que deu certo em outros lugares.

Vamos seguir o que a ciência comprovou.

Feliz aquele que consegue conciliar pragmatismo com sua fé.

Falo daquela fé sem mordaça e sem viseiras.

Nesse contexto conturbado, as ações arrastam.Para o bem e para o mal.

Registro aqui uma história de uma menina de setes anos que lê poesias para as pessoas solitárias , em isolamento social devido à pandemia, a solidão se agravou para a maioria delas.

Ao final da entrevista respondeu que quando crescer quer ser escritora, mas também costureira.

Ela tem vivenciado que saber costurar nesta época de restrições econômicas, está sendo uma ótima alternativa de famílias, de lojas, de fábricas, porque a urgência do uso  de máscaras  comprovou isso.

A ação arrastou muita gente. Pela necessidade de sobrevivência. Pelo encanto da ação. Pelo encanto de ser solidário.

congerdesign

Costurar, para o universo infantil em isolamento social, foi além da necessidade de sobreviver; costurar gerou encantamento.

Costurar.

Parece ser o verbo a ser conjugado pelas ações após pandemia.

Que venham as meninas costureiras.

Costurem os sonhos.

E o futuro  existirá.

Tempo de Leitura: 2 min
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