As palavras movem, os exemplos arrastam.

Diga o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Estive refletindo sobre esse ditado latino.

Refleti sobre isso , porque vivendo a pandemia COVID 19 estamos ouvindo e vendo tantas coisas, que se faz necessário saber peneirar, filtrar, deletar ou seguir,copiar e, nunca ficar neutro.

A doença é real. O vírus é altamente transmissível. É mundial. Por isso PANDEMIA.

Mas autoridades negam a letalidade.

Descumprem as orientações técnicas da OMS.

Travam uma guerra jurídica. Defesa da vida contra a defesa do Deus mercado.

Nessa luta, há de tudo.

Deputado que escreve no instagram USE MÁSCARAS. NÃO PROMOVA AGLOMERAÇÃO…CUIDE DE SEUS AVÓS, TIOS, PAIS IDOSOS…

Alguns dias depois,  surge numa festinha particular.

O cara é o exemplo do velho ditado” faça o que digo mas não faça o que eu faço”.

Já o presidente em exercício, líder maior da nação,pelo menos deveria se comportar como tal , diante da triste letalidade de brasileiros, participa de aglomerações e discursa  minimizando a grave situação do país.

_E o povo ?

_Ah, o povo fica  perdido.

Ainda bem que nesse caos, surge a luz pragmática, aquela que ilumina o caminho pelo  conjunto de ideias que obteve bons êxitos na sua aplicação. ( Peirce e James)

Vamos seguir o que deu certo em outros lugares.

Vamos seguir o que a ciência comprovou.

Feliz aquele que consegue conciliar pragmatismo com sua fé.

Falo daquela fé sem mordaça e sem viseiras.

Nesse contexto conturbado, as ações arrastam.Para o bem e para o mal.

Registro aqui uma história de uma menina de setes anos que lê poesias para as pessoas solitárias , em isolamento social devido à pandemia, a solidão se agravou para a maioria delas.

Ao final da entrevista respondeu que quando crescer quer ser escritora, mas também costureira.

Ela tem vivenciado que saber costurar nesta época de restrições econômicas, está sendo uma ótima alternativa de famílias, de lojas, de fábricas, porque a urgência do uso  de máscaras  comprovou isso.

A ação arrastou muita gente. Pela necessidade de sobrevivência. Pelo encanto da ação. Pelo encanto de ser solidário.

Costurar, para o universo infantil em isolamento social, foi além da necessidade de sobreviver; costurar gerou encantamento.

Costurar.

Parece ser o verbo a ser conjugado pelas ações após pandemia.

Que venham as meninas costureiras.

Costurem os sonhos.

E o futuro  existirá.

 

 

 

 

 

 

Compartilhe: