Outro dia, ouvi de uma ativista dos Direitos Humanos, uma importante declaração : ” Não são as pessoas que estão saindo do armário, são os preconceitos.”

O fenômeno é mundial. E o  atual cenário brasileiro o ratifica.

As estatísticas, as notícias, as posturas preconceituosas de um número alarmante de pessoas revelam isso.

O feminicídio , no Brasil, que é o homicídio cometido contra mulheres, motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero tomou conta dos noticiários da polícia.

O número de mulheres perseguidas, violentadas, assassinadas é gritante. O  ódio saiu do armário. A intolerância saiu do armário. O machismo saiu do armário.

A lista de sentimentos preconceituosos que brotam dos armários assusta.

No cenário político polarizado , assusta posturas de governantes , que publicamente

defendem ideias homofóbicas, machistas, de intolerância religiosa, de origem geográfica e de lugar, essas ideias “oficializadas” se alastram como pólvora ,  revelando a face   cruel da sociedade brasileira, formada pelo genocídio dos nativos dessa terra e da escravidão que a formaram.

Tenho a sensação de que há qualquer momento, diante de mim, uma porta de armário se abra e, dele, salte uma ação violenta movida por um preconceito liberto.

Há argumentos que legitimam as ações violentas advindas dos preconceitos, mesmo indefensáveis. Indefensáveis ? Somente pela parte da sociedade que continua na luta empática pelo direito do “outro” viver conforme seus desejos, suas escolhas, ou até mesmo viver onde não teve escolha.

Por fim, um dos preconceitos mais marcante, recentemente solto do armário da autoridade máxima desse país foi o etnocentrismo. Uma tendência que se tem de considerar a própria cultura como parâmetro para medir e julgar as outras culturas, quase sempre considerando nossos padrões culturais  como superiores ou como modelos que devem ser generalizados universalmente. SOMOS TODOS PARAIBANOS. Adjetivo pátrio correto.

Cadeados. Chaves. Urgentemente nos armários dos preconceituosos!!!!

 

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