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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Quanto vale uma vida?

18 de maio de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Nessa pandemia mundial, a valoração da vida está no topo da cotação da bolsa de valores.

Deveria estar mas infelizmente não é verdade a assertiva acima.

Quanto vale uma vida?

Para  um neto, a vida de seus avós o valor é imensurável.

Para um filho, a vida dos  pais o valor é imensurável.

Para os pais. a vida de seus filhos o valor é imensurável.

Para os sobrinhos, a vida da tios -avós o valor é imensurável.

MAS…

Para governos nefastos, representantes do capitalismo, não tem valor nenhum.

Ficaram desmascarado os mascarados. As máscaras caíram…

Os hospitais sem estrutura adequada para salvar vidas.

Médicos formados para lucrar e não para salvar vidas.

Discursos políticos vazios.

Empresas salvando CNPJ e matando CPF…

Comunidades com mais de cem famílias sem acesso à água …

Moradias  inadequadas para o isolamento de contaminados. Idosos e crianças totalmente desprotegidos…

Populações morando nas ruas…invisíveis. E  que de uma hora para outra tornaram-se visíveis porque podem transmitir o vírus…e afundar o “titanic” mesmo para aqueles que já estejam de posse de botes salvas-vida.

Conversa fiada como ” Estamos no mesmo barco “. De jeito nenhum, titanic nos revela a verdade, não havia salvas-vida para todos.

Não há respiradores para todos.

“A vida anda junto com a morte” diz uma representante do governo federal, tentando naturalizar as mortes pela pandemia.

Passamos a Páscoa distanciados de parentes e amigos.

Passamos o dia das mães distanciados…mães sozinhas…avós sozinhas…

Como o distanciamento humano tem sido a melhor estratégia para diminuir a chance da proliferação do vírus,para os que dão crédito à ciência essa estratégia tem salvado vidas.

Porque vidas tem valor. NÃO PREÇO.

Porque vidas fazem a história da humanidade neste planeta.

E a história precisa muito da vida de seus anciãos .

Eles foram e são construtores dos pilares dessa humanidade.

Nos últimos dias, verificamos uma colheita de vidas.

Essas vidas seifadas devem servir para muitas lições.

Lições para governantes e governados.

Lições para ateus e para crentes.

Ou se aprende ou logo ali, a história se repetirá.

Essa pandemia é a chance derradeira para o mundo se reciclar.

Comecemos pela reciclagem do coração .

PublicDomainPictures 

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A falsa beleza caiu.

31 de março de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

O programa de confinamento chamado Big Brother antes apenas um programa televisivo, com algumas poucas pessoas selecionadas bem como seus perfis, para ficar incomunicável, separados e vigiados por câmeras, saiu da ficção e veio para a realidade.

Um vírus invisível e poderoso confinou as pessoas no mundo todo. Estamos dentro de um enorme Big Brother.

Estamos todos dentro do programa, e não sabemos qual é o diretor.

Ou melhor sabemos, embora muitos não queiram aceitar .

2020 chegou para fechar.

Fechar um ser indomável, indócil.

O ser humano.

De tanto estar fechado dentro de si mesmo, se agarrando em coisas materiais e construindo lugares para se fechar,  chegou a hora de  viver literalmente no estilo que construiu.

Acuado e com medo recolhe-se na sua insignificância.

Perdidos no e pelo consumismo, tem ansiedade tamanha em seu confinamento que quer estocar alimentos e… muito papel higiênico

Muito papel higiênico. Muito álcool. Muito sabão. Poderá se defender de algumas bactérias.

Nem todo os materiais de higiene do mundo é capaz de higienizar a mente tacanha desse ser voraz, agora confinado, igual aos bois para o abate, em igualdade de condições, porque ambos, não sabem qual é a hora do abate.

Com um agravante , o algoz do ser humano é pequeno demais, invisível, e traz uma mensagem  nessa pequenez: – Vocês não podem tudo. Recolham-se.

Pois bem, aquele ser dominador e dominado pela moda, pela etiqueta social      programada, de repente se viu nu. “Pelado com as mãos no bolso”.

Em casa, fechado. Sem poder usar sua roupa de griff  famosa. Seu sapato, sua bolsa de valor absurdamente caros, estão fechados num armário.

Os carros de luxo e luxúria estacionados nas garagens.

Vestindo roupas simples. Sem jóias. Sem make. Sem make!!! Sem filtros. Sem hidratação de pele, de cabelo, de mãos e pés. Barba por fazer, depilação adiada, unhas curtas e sem esmalte porque o ministério da saúde determina, até o cabelo está preso. Evitar o máximo que o inimigo pequenino se aproxime.

É UMA NOVA ORDEM.

A ordem do deus mercado da beleza ruiu.

A ordem é defender vidas.

O dinheiro gasto com tantos supérfluos está indo para campanhas de proteção  à saúde.

Muita gente sobrevive  da indústria de embelezamento, sei disso.

Mas nesse momento a beleza verdadeira está se mostrando mais efetivamente.

Sem make.

Assisto lives de famosos sem make. Preparando o copo de nescau para seus filhos. Lavando roupas. Privadas.

E sem unhas pintadas esboçam sorriso no rosto.

Esse é um novo tempo.

Esta é a nova beleza, que se fazia esconder nas melhores makes do mercado, a beleza de um ser humano ,  de fato  humano .

Precisou literalmente de máscaras. Mas teve que abandonar as falsas.

Capaz de reconhecer que não precisa de tintura no cabelo para disfarçar a idade.

Não dá para disfarçar o tempo todo.

Agora uma pilheria: o vírus te reconhece.

Agora uma certeza: nós temos um diretor, um comandante do universo.  Fazia tempo que você vinha recebendo  mensagens como estas:

_ Desapegue! Caixão não tem gavetas.

_ Comece de novo. Por onde?

_ POR DENTRO.

(…último aviso…)

 

 

 

 

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DENTRO DE CASA

23 de março de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

As palavras se reinventam conforme o pensamento, o sentimento e ação dos sujeitos históricos que somos

2020 será o ano do reinventar.

O ano começou e foi preciso dar one stand . (uma parada).

A expressão  one stand  pode ser traduzida como parada, pausa, descanso, resistência, defesa, lugar, posição, suporte. Tem o verbo stood que significa levantar, ficar de pé, resistir, aguentar, entrar em lista de espera.

Meus leitores, escolhi a expressão da língua inglesa porque esse post tem na sua linha discursiva o cenário mundial.

O prefixo re que aparece em muitos verbos da língua portuguesa está na moda.

E não sairá tão cedo do discurso dos sujeitos.

O verbo mais usado nos últimos dias, diante da pandemia do corona vírus é o reinventar.

A ordem é reinventar um jeito de continuar vivos.

O mundo em quarentena. As cidades, na sua grande maioria, parecem cidades fantasma.

Dentro de casa. Stop na correria consumista. Stop na correria especulativa. A bolsa de valores fechou. A única vez que fechou foi em 1927…  tapa na cara: pleft no capital explorador…

Dentro de casa. Mas não é simples volta pra casa. A casa planeta estava prestes a ruir.

Chegada a hora de fechar um pouco suas portas.

Diminuir a emissão de gases na atmosfera. Pararam os carros. Aviões. Navios. Metrôs……O dia que a terra parou…grande Raul SEIXAS.

Errou ele. Não está sendo um dia apenas. Muitos dias de portas fechadas.

Mãe Terra ordenou: STOP. Quero respirar melhor.

Dentro de casa. Praias livres de bitucas de cigarros enterradas na areia, ato que é feito de forma disfarçada quando ninguém está olhando. Mas a mãe terra recebeu tantos presentes nefastos que deu one stand.

Praias livres para os golfinhos chegarem bem pertinho da faixa de areia…para os siris com seus olhinhos esbugalhados espiarem  a vontade e correrem livres junto com as tartaruguinhas. Livres da patas do animal humano feio e feroz.

Animal humano feio e feroz ,agora, recuado por um inimigo criado por ele,um inimigo invisível que está forçando recuar e ficar fechado. STOP para esse excesso de humanidade. Burra. Insensível.

Dentro de casa. Refazendo. Reconstruindo jeitos. Ressignificando  sentimentos.

Dentro de casa, foi o jeito que a matriz divina achou para reconstruir o planeta terra, uma das suas maiores criações.

Dentro de casa, o humano feio e feroz precisa refazer as lições.

Dentro de casa relendo sua própria história.

Dentro de casa relendo textos como esse :Isaías 26,20,Vem, povo meu, entra nas tuas casas, e fecha as tuas portas sobre ti,esconde-te só por um momento, até que passe a praga .

Dentro de casa ouvindo uma música de sucesso atual “Quem beijou, beijou, agora não beija mais…quem pegou, pegou, agora não pega mais…

Dentro de casa. Conectados pelas redes sociais. Distanciados fisicamente. Era isso que mais acontecia dentro das casas. Agora, estamos juntos e separados. Um bichinho invisível nos separou.

Antes da pandemia do novo corona vírus , dentro e fora de nossas casas sempre existiu pandemia sem mídia. Mas semelhante. A pandemia do capital  explorador e gerador de preconceitos de egoísmo, de ódio, de intolerância, de arrogância…

Dentro e fora de nossas casas esse vírus do capital continua resistente.

Não se mexe nas grandes riquezas e lucros. Ataca quem tem pouco ou nada.

Dentro de casa. Recomeçando. Por onde? Por dentro.

Dentro de casa. Dentro do casebre. Dentro da casinha. Dentro da mansão. Mas, sobretudo, dentro se si mesmo,

StockSnap / 

humano feio e feroz dê stop para tua maldade.

Entre, humano feio e feroz, no quartinho chamado coração e recomece por ai.

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