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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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No fio da navalha, a frágil democracia

28 de maio de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

O Brasil é uma criança no contexto histórico  da humanidade. Considerando, é claro, mais o tempo da invasão do que o tempo livre de seus reais habitantes.

Os reais habitantes, cuja denominação é povos indígenas. O que penso que poderia ser povos nativos. Esses tão massacrados, tão aviltados no seu direito de liberdade na terra onde nasceram, estão novamente na forte mira do exterminador.

O exterminador se reinventa de tempos em tempos.

Estamos no tempo do ódio explícito “odeio povos indígenas”  “só há um povo brasileiro” vocifera autoridade educacional. “Congelamos o salário do funcionalismo por dois anos ” neutralizamos o inimigo ” Não vamos investir em pequenas empresas falidas” vocifera autoridade econômica….

Mas o pior de todos é o exterminador da democracia.

Porque esse tira o pão e o teto do irmão.

Porque esse tira a voz e a vez.

A voz é sufocada. A  voz é comandada por mensagens repetidas. Pelas verdades inventadas. Sufocada por outras vozes ameaçadoras.  “Cala a boca”…Cala a boca” ‘Se não tem pergunta inteligente, cala a boca” vocifera o presidente.

Vocifera o presidente, que cita mensagem bíblica : A VERDADE VÓS LIBERTARÁ.

O exterminador da democracia tira a vez do povo quando tira o direito ao leito hospitalar. Do respirador artificial !!!

Tira o direito ao acesso de internet de boa qualidade ao aluno que precisa acessar à educação a distância.

Tira o direito de receber informações corretas.

O exterminador da democracia nunca se refere aos excluídos. Ao menos não para apresentar programas de erradicação da fome, do analfabetismo, da falta de moradia, de saneamento básico…

O exterminador da democracia brasileira usa uma caneta BIC.

Que caneta exterminadora!!!!!

Adeus florestas. Reservas  quilombolas. Reservas petrolíferas…

Exterminar. Calar.

Pobre democracia brasileira!  Está por um fio!

Fio de navalha em forma de uma caneta BIC.

Metida essa caneta! Quer escrever até bula de remédio.

Mais poderosa do que o vírus da pandemia.

Tomara que termine logo o fio dessa navalha….ops….a tinta da caneta!!!

 

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Cala Boca Não Morreu•Sem categoria

Memórias de um calça curta

25 de maio de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

O período de isolamento social devido à pandemia da Covid 19 tem trazido boas lembranças.

O vinho é o melhor companheiro para bons recuerdos. Na vitrola, uma  trova de bom cancioneiro…e à memoria, vem vindo, depasito  os bons causos.

O dia é longo, a noite é ainda mais, em tempos de pandemia. Espaço fértil para as memórias.

Menino de família humilde, que cedo compreendeu o que é dar duro na vida. Assim se descreve meu amigo de parlas e copos de vinho.

Diferenciava-se pela alta habilidade de raciocínio lógico. Muito criativo. Características que o conduziram a vida toda.

Conta, com o olhar de menino levado que habita em sua alma, que sua criatividade causava ciúmes  nos primos pertencentes a famílias em melhores condições financeiras.  Era onde se destacava.

Primeiro gargalhadas. Depois  o relato.

Com o dinheiro escasso na família, escasso também era a vestimenta para os moleques.

Entre um gole de vinho e uma boa risada, meu amigo descreve a forma como lhe vestiam.

Na época, os mantimentos como arroz, feijão, farinha eram comprados em sacas de  10 kg, 15 kg. Principalmente a farinha. Comprada no moinho.

A farinha vinha num saco feito com tecido  de algodão. Nesse saco, estava impresso o nome do moinho, em letras garrafais, geralmente em vermelho forte. Espécie de carimbo: MOINHOS RIOGRANDENSES.

Para que o leitor saiba o motivo do causo ser contado entre pausas para as risadas, lá vai.

O tecido do saco de farinha era aproveitado, reutilizado na linguagem ambientalista de hoje, para calções para a gurizada, cuecas e calcinhas para os adultos.

Mas não havia sabão ou até mesmo a soda, muito usada para a lavagem de roupas, que fosse capaz de remover os letreiros.

E assim, no calção do nosso contador de histórias, ficava estampado no traseiro o logotipo  MOINHO RIOGRANDENSE.

Estava,portanto, garantida a publicidade do moinho. E gratuita…

Mais risos, quando narra o presente do padrinho: um par de botas.

Ai o traje ficou completo. De calção e botas se tornou um gaúcho.

Revela que o padrinho  pegou barbante que se costurava as bordas de sacas de estopas para medir seu pé e encaminhar as medidas ao sapateiro.

Seus olham são de um brilho intenso, quando descreve seu sentimento diante  das botas,sobre o balcão da farmácia de seu padrinho. Lá estavam elas, me esperando. Ali nascia mais um gaúcho de fato.

Nem para dormir tirava as  tais botas. Mesmo com a insistência da mãe. Aquele par de botas, é para mim, o símbolo dos passos firmes que segui pela vida a fora, completa ele , com o rosto sereno.

Mais uma taça de vinho. Mais uma memória.

” Sou da cidade de Redentora na região do alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, Brasil.” A cidade recebia seguidamente circos. Diversão garantida para a gurizada.

Quando o circo ia embora aflorava a criatividade do  menino das calças curtas.

Montava seu próprio circo. Às meninas ficam incumbidas de cada uma trazer um lençol. A armação já estava pronta com galhos de timbós, tipo de árvore com caule relativamente mole, fácil de cortar.

Todos os números circenses devidamente imitados. Trapézio. Globo da morte. Palhaçaria. Até mesmo tourada.Ele era o apresentador. ( hoje não teme um microfone…) Para tal, trouxe um terneiro, nem sabia de qual vizinho. Resolveu montar no animal. Eis que o terneiro disparou e o circo foi ao chão.

Na vida, muitos circos são montados. Nem todos são para entretenimento.

E a conversa com o menino de calças curtas se encerrou. Para entrar na conversa, um homem preocupado com o rumo do nosso Brasil, que se parece com menino  vestindo calças marcadas. Com letreiros MADE IN CHINA. USA.

A garrafa de vinho, pousa sobre a mesa, vazia.

 

 

 

 

 

 

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Um diário da pandemia de 2020

21 de maio de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Passo Fundo, 21 de maio de 2020. Cidade situada ao sul do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul. Estamos há 63 dias em situação de distanciamento social devido à pademia da Covid-19.

Muito se tem dito e não dito sobre essa pandemia.

Esse episódio, apesar de vivermos o apogeu da comunicação em tempo real, haverá de causar dúvidas nas gerações futuras.

Diferente de pandemias ocorridas em séculos passados, onde as notícias entre os povos eram escassas e por demais demoradas, a atual pandemia confunde as pessoas por uma guerra paralela: informações falsas.

A negação da ciência por grande parte da população e de governantes tem provocado  equívocos no combate à pandemia.

A era de fake-news, certamente, deixará muitas dúvidas sobre os fatos recentes.

Há interpretações de toda ordem do momento histórico que estamos passando.

Interpretam pela teoria da conspiração. Da teoria necro

Bess-Hamiti /

política.  Da teoria fundamentalista. Por todas as religiões. Pela economia baseada no capital. Pela economia baseada no Estado…

Enfim, o que de fato se registra são as milhares de mortes provocadas por esse inimigo invisível.

De fato se registra, a falta de investimento na ciência . Na pesquisa científica.

Nas duas últimas décadas , a contribuição do dizimo às igrejas foi sistemático, ao contrário do investimento aos estudos científicos.

Resultado : igrejas e pastores ricos. Hospitais públicos e seus profissionais da saúde pobres.

Seguimos os dias usando máscaras , higienizando mãos, roupas, locais públicos…

Seguimos com medo. com insegurança, mas seguimos também com esperança.

A dualidade, característica da essência humana, nos acompanha.

Essa dualidade estará presente nos registros históricos. Estará presente nos inúmeros decretos governamentais.

Relembro, nesse breve registro diário, bem saudosista de quando tinha que  estudar    e explicar o que era TEOCENTRISMO e ANTROPOCENTRISMO.

Parecia difícil. Tenta explicar o contexto atual. Com todas as suas dualidades e antíteses!!!!

 

 

 

 

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