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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Recomeço I

7 de janeiro de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Chegamos em 2022.Esse é o meu primeiro post do ano. Ano novo com o ritmo de ano velho.                         Milhões de pessoas, no mundo todo, encerraram sua passagem terrena,  portanto não viram as luzes do dia da paz mundial, dia primeiro de janeiro.                                                                                                            A pandemia segue ceifando vidas. Surgem a todo momento variantes do vírus. Menos letal, o vírus  segue querendo impor sua presença entre negacionistas ou seguidores da ciência. É o contexto atual.            Virou o calendário. Não mudou os contextos. Observo uma foto que circula na internet, as praias após os festejos da virada do ano, repleta do rastro destruidor das pessoas, toneladas de lixo espalhadas,  “esquecidas” pelas aglomerações humanas. Esse contexto não muda. Muda o ano.                                          Morre milhares de gente, animais, vegetações devastadas por catástrofes climáticas. Mas a postura não muda. Não mudam as atitudes é porque não muda a consciência. Não é recomendável as aglomerações, para evitar a propagação do vírus covid. Não adianta o alerta do mundo científico. O alerta do consumismo é que prevalece. O filme Não olhe para cima, recentemente lançado, traz a temática do não querer aceitar,de não acreditar na ciência. Melhor continuar negando, fazendo de conta que não é real, o que de mais real ocorre nos últimos dois anos de pandemia: as mortes.    

Se por um lado temos “um povo tarado por vacinas”, segundo disse o chefe maior da nação brasileira, esse mesmo cidadão tem se mostrado “tarado por mortes”. É nessa dicotomia que seguimos 2022. Não será trilha sem obstáculos o ano regido pelo tigre conforme os orientais, porém cheio de vivacidade felina para enfrentá-los.

Os noticiários de TV aberta, canais fechado e das mídias digitais estão saturadas de noticias ruins, vasto conteúdo de violência, fake news, discurso de ódio…quando escrevo procuro minimizar esses fatos. 

Tarefa quase impossível. Mas necessária, é o  récuo  para pegar velocidade no vôo.

Perceber os obstáculos e articular ações para vencê los.

Metáforas!!

O que seria da vida sem elas?

Como será o ano de 2022 para você, leitor(a)?

“Bora” enfrentá-lo com boas metáforas.

Será uma boa peleia!! Principalmente a partir de outubro.

Ao final do ano, vamos lembrar Machado de Assis: -Ao vencedor: AS BATATAS.

E, espero estar escrevendo o novo post : Recomeço II.

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A era do desapego

26 de dezembro de 2021 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Lembrei, hoje, por conta da data natalina,o quarto mandamento  do catolicismo: honrar pai e mãe. Um ensinamento. Nem sempre um aprendizado.

Honra é uma palavra carregadinha de sentidos. Cheia de sentimentos. Nela cabe respeito, admiração, gratidão, reconhecimento, amizade, amor.

Aos pais cabe exercitar a honradez para que os filhos herdem sentimentos edificantes. No entanto, nem sempre é possível. Há pais que se perdem nesse ensinamento. Há filhos que fogem do aprendizado.

Escrevo sobre honrar pai e mãe, porque terapeutas da vez, os da teologia da prosperidade, propagam a máxima de que” nossos pais, avós, antepassados, todos nos passaram crenças limitantes.

Após essa afirmação, vem logo uma frase com um sentido de desculpas, mas olha era o que eles compreendiam naquele momento, é preciso ler o contexto atual. Fazer diferente. Pensar diferente.Trocar a mentalidade. Ok. Até ai tudo bem.

O ruim é que vão além. Se for preciso se afaste. Desapegue.

Claro, depois de criados. Fica fácil se afastar dos pais. Desapegar.

É a lógica do mercado: desapegar.

Desapegar foi parar nas sessões de terapia. Vale para tudo. Não acumular objetos, roupas, sapatos, bolsas….e gente. Gente!!!

De tanto desapego, há multidões vivendo na solidão.

Com tantos apelos pelo tal de desapego que a tarefa se tornou fácil.

Fácil para filhos.

Nunca para os pais.

Jamais para a mãe.

 

 

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Os enunciados mais usados nas redes sociais : meus sentimentos, sinto muito, paz e luz, meu abraço fraterno…gratidão…parabéns!!!

4 de dezembro de 2021 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Há relutância em escrever sobre um tema que é muito caro para todos: a morte. Mas é um tema necessário. Falar e escrever sobre a morte é assunto que circula em todas as redes sociais, sejam elas online ou presencial.

A pandemia potencializou essa temática.

Agora, com a chegada do natal e  final de ano, a morte de entes queridos deixa de ser uma ideia, a morte se materializa.

Sim, se materializa. Na ausência de alguns na mesa posta para ceia. Na carga de sentimentos como saudade, recordação, arrependimento, compaixão, apego, paz, amor, alegria, tristeza, compreensão, tolerância, intolerância, solidariedade, medo, angústia, ansiedade,piedade,ressentimentos, perdão, raiva, ódio,compaixão,  gratidão…

Essa lista de sentimentos é infinita porque se trata das vivências terrenas. Caro leitor(a), o acréscimo de sentimentos fica por conta do que se leva no coração e na alma. Depende de sua postura no mundo. De sua religiosidade ou de seu ateísmo. Do crescimento espiritual e intelectual. De seu posicionamento político. De sua classe social.  De sua dimensão humanista ou não… A lista é cheia de antíteses. Porque vida e morte é a antítese mais verdadeira que existe.

Vejo amigos e amigas vivendo essa antítese de várias formas.Eu também. Há quem perceba a morte como processo da própria existência dos seres nesse plano. Para esses, a morte é um até logo.  E , há aqueles que compreendem a morte como perda. Ambos, diante do inevitável fato, sentem ao seu modo.  A dor do adeus ou do até logo não se mede.

Sabedores disso é que a corrente do “meus sentimentos”, “sinto muito”, “paz e luz” , “abraço fraterno” e “gratidão” se intensificou. A morte, provocada pelo vírus mundial e letal, despertou muito isso. Há um sentimento de injustiça que circula nesse evento, devido principalmente pelas desigualdades econômicas dos povos. A humanidade tende a se materializar, pois nos descobrimos o quanto de desumanidade carregamos . É uma tendência. Que bom.

A melhor atitude notada nos últimos tempos, em relação à antítese VIDA x MORTE , é o exercício da gratidão. E não é aquela palavra ao vento, dita de qual quer forma, é sentimento verdadeiro a quem fez a passagem. O melhor conforto é pensar no ente querido com o coração grato em ter a a oportunidade de conviver. Acertar e errar. Aprender ou não. Amar ou não.                                                                                  Portanto, celebremos a vida! Qualquer vida. De todos os seres vivos de nossa convivência.

Para finalizar esse post de forma carinhosa, diante de um tema não tão” leve”como a morte, resgato um fato ocorrido com uma prima.

Por ocasião da morte de parente de uma amiga, ela foi ao velório. Como o falecido não fazia parte de seu convívio, sequer o conhecia, tampouco seus familiares, exceto sua amiga,sua mente não estava focada no passamento, ao chegar na sala mortuária se dirigiu a pessoa que estava próximo ao caixão, estendeu a mão para o cumprimento e soltou um sonoro: PARABÉNS!!

Constrangimento total.

Hilário o fato. Mas trago a reflexão: – Por que não dizer parabéns?

Afinal, a vida merece um  p a r a b é n s.

 

 

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