Mani , nome de um persa, do século III, que defendeu a ideia de categorizar as pessoas sendo elas boas com atitudes de maldade evidenciadas, sendo más com atitudes de bondade evidenciadas, por isso surgiu a palavra MANIQUEÍSMO.

O maniqueísmo vai demarcando ações do bem e do mal nas relações sociais, na politica , na religião, em todas as instâncias do poder. No micro poder e no macro poder. As antíteses ocupam lugar de destaque no maniqueísmo.

Amor e ódio. Tapas e beijos. Deus e o diabo. Ricos e pobres. Inúteis e úteis. Fracos e fortes.Bêbados e sóbrios. Capitalistas e socialistas.Analfabetos políticos e políticos analfabetos.Pretos e brancos. Crentes e ateus. Alienados e conscientes. Situação e oposição. Democracia e ditadura…(sic) continue a lista, caros leitores!!! Dependendo do contexto o mau tem atitude boa e o bom tem atitude má. De onde se espera um beijo vem um tapa e vice versa.

Homens e mulheres. Homens do bem. Mulheres do bem. Homens do mal. Mulheres do mal. Cidadãos do bem ? Quem não estiver dentro dessa última categoria está fadado a um péssimo destino. Conforme o maniqueísmo da hora…Cidadão de bem, tem arma em punho! Cristão defende tortura e pena de morte! Estudante arruaceiro faz pesquisa e é premiado …

Estive pensando como está difícil quebrar esse paradigma maniqueísta no contexto brasileiro.

Acirradas formas maniqueístas tomam conta das redes sociais. Eu sou. I am. O outro é lixo. Eu sou luxo. O outro é diabo. Eu sou anjo. Eu sou moral. O outro é amoral. EMPATIA? Desconhecem o significado. Desconhecem o efeito de sentido vital dessa palavra em todas as dimensões: pessoal e social. Enquanto isso crescem a intolerância, o preconceito, a generalização, a dogmatização, o fanatismo….

Aprender a ser empático seria uma forma de quebrar o paradigma maniqueísta que move as relações, pelo menos nas relações familiares. Nas relações de poder da esfera política, a tendência é intensificar o maniqueísmo. Viva os bons!! Viva os maus !!! “Todos juntos, misturados”

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