O  livro A  Arte da Felicidade, um manual para a vida, Dalai Lama, na página 119,  traz brevemente a história do mito Aristófanes  contada por Sócrates no livro Banquete de Platão,trata da origem do amor sexual.                                                                                                                            “De acordo com esse mito, os primeiros habitantes da Terra eram criaturas redondas, com quatro mãos e quatro pés, cujas costas e lados formavam um círculo. Esses seres assexuados e autônomos eram muito arrogantes e atacavam repetidamente os deuses. Para puni-los, Zeus lançou raios sobre eles e os partiu ao meio. Cada criatura era agora duas, e cada metade ansiava por se fundir com a outra metade”

“Eros, o impulso pelo amor romântico, apaixonado, pode ser visto como esse antigo desejo de fusão com a outra metade.  Parece ser uma necessidade humana universal e inconsciente. O sentimento envolve uma sensação de união com o outro, de desaparecimento de limites, de tornar-se um ser com o outro. Psicólogos chamam esse estado de colapso das  fronteiras do ego.”(pág, 120)

A explicação da constante procura pela “metade da laranja”, “alma gêmea”, “tampa da panela” , “outro pé de sapato” entre tantas expressões criadas pela literatura e a história humana, para dar nome ao par perfeito, para juntar os seres em harmonia, em sintonia, e surgir o   “e viveram felizes para sempre”, penso que reside no mito Aristófanes. Estamos por ai, rolando na procura do amor , da parte perfeita …por isso falamos em tantas nuances do amor.  Para alguns,

o universo se encarrega de  sobrar um vento a favor e sua metade aparece.

Já , para muitos outros , as metades chegam  fragmentadas demais, e juntar o todo,  tarefa impossível. Surge o amor utópico. ‘Boralá” imaginar sua metade numa esquina qualquer.

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