O substantivo resiliência origina-se do verbo resilir, que significa “saltar para trás”, retirar-se, desdizer, romper, rescindir, ou seja, soltar-se, escapulir, escapar… A resiliência é a capacidade que temos para lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos, resistir à pressão de situações adversas: perdas, rupturas, traumas, estresses sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico por poder encontrar soluções estratégicas. De  todas elas gostei do SALTAR PARA TRÁS. As pessoas desconhecem a capacidade resiliente que existe nelas. No atual contexto, muito tenho lido sobre o assunto, escutado na terapia, na roda de amigas, no bate papo online. Comecei a usar algumas. Conhecimento virando de fato  aprendizado. Trocar paradigmas de  pensamentos negativos pelos positivos.  Foi o primeiro ato. Soltar  ao vento pensamentos tristes. Eis minhas resiliências.

ORAÇÃO. Parei de pedir. Passei a agradecer. Abandonei a murmuração. Bons resultados.

HUMOR. Passei a solicitar aos amigos o envio de postagens hilárias. Abandonei os noticiosos de tragédias.

FAMÍLIA. Mais tempo com ela.

SAÚDE.  Retornei a praticar caminhadas, massagens, reike. corte novo de cabelo, creme no rosto, no corpo, bom perfume…autoestima cuidadinha!!!!!

TRABALHO. Iniciei outra atividade. Desafio. Nunca fui vendedora. Agora sou.

ESCRITA.  Busquei suporte para meus escritos. Eis aí o BLOG DITOS E NÃO DITOS.

VIAGEM.  Apostei nelas.

NOVOS AMIGOS.  Investi. Estou na companhia de tantos outros, com tantas outras ideias…..

LEITURA.  Abandonei alguns preconceitos em relação ao tipo de leitura. O Grande Conflito de  Ellen White,  A Arte  da Felicidade, Dalai Lama e Howard C. Cutler  me visitaram nestas férias.

E por último as resiliências bizarras…

BORRACHINHA DE DINHEIRO.  Inseri junto às pulseiras no braço, uma borrachinha  cada vez que o nome ou situação importuna vem a minha mente, puxo-a . Não quero esse pensamento. Por vezes, doeu. Prefiro a pequena dor física do que aquela que pertence á alma e ao coração.

CROCHÊ.  Isso mesmo. Para as pessoas do meu círculo de amizade e familiar de tantos anos , sabem que nunca cheguei perto de uma agulha. Agora estou acionando nova sinapse. Pareceu tão fácil agora. Veio à memória, a voz de minha mãe “um ponto por baixo dois por cima…conta os pontinhos…senão não fica uniforme….” Não entendia, errava. Ela não insistia muito. Logo me perguntava já terminou o livro? -Olha, á noite não te quero lendo. A luz da vela não é boa para os olhos….

–  Mãe, de onde  você estiver, saiba que estou “saltando para trás”

e ao mesmo tempo me reerguendo!!!!!

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