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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Sigo em fileira,companheira Lorete ! Não votarei em machado!

1 de outubro de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Dedico esse post à amiga Lorete. Im memória. Ela partiu antes de mais uma eleição para presidente do Brasil.  Não é apenas  mais uma eleição . É uma batalha para assegurar a jovem democracia do país.

Hoje entrarei na fileira segurando duas bandeiras. Farei a tua parte, companheira.

Aguerrida, hoje, se ainda estivesse nesse plano, estaria na rua, conversando, argumentando porque votar na estrela. Era como definia seu partido.

Não recebi sua mensagem com convite para o último dia de campanha eleitoral. Mas é como se tivesse recebido. Afinal, foram quase trinta anos de amizade e militância.

Nem sempre concordávamos. Mas justamente esse contraditório que sinto falta, companheira Lorete.

O contraditório garante as relações democráticas. Infelizmente desconhecem esse preceito aqueles que impõem a sua única verdade.

A companheira Lorete  baseava sua militância em princípios de justiça social.

Estaria ela, nesse momento, defendendo candidaturas com bandeiras da igualdade de direitos e contrários ao estado mínimo.

Deixo aqui um provérbio que ela, como professora de Ciências, sempre dizia a seus alunos:

” A floresta estava encolhendo, mas as árvores continuaram votando no machado .

O machado era esperto e convenceu as árvores que por causa do seu cabo ser feito de madeira, ele era uma delas”   ( PROVÉRBIO TURCO)

Lembrete: Nessas eleições, não vote mais no MACHADO!!!!

 

 

 

Tempo de Leitura: 1 min
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Não esqueceremos

22 de março de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Vou escrever na primeira pessoa do plural: NÓS! Por um princípio que norteia minha vida, que é a força do coletivo.

Não esqueceremos. Esquecer é verbo transitivo indireto, precede a preposição DE no complemento.

Lembrei me dos textos de Guimarães Rosa, quanto de forma proposital usava o verbo esperar sem complemento para que o leitor interagisse com o autor. “Havia velhos e velhas que esperavam.”( Conto Fita verde no cabelo)

Aqui, vou usar o verbo esquecer e convidar o leitor para participar da lista de complementos que julgar necessários a suas prioridades.

Não esqueceremos do assassinato de Mariéli  Franco, uma mulher negra, vereadora no Rio de Janeiro, uma voz para os esquecidos e  que seria uma liderança nacional logo ali.

Não esqueceremos da “boiada passou”  o fogo e o desmatamento da Amazônia aumentaram com chancela de um desgoverno.

Não esqueceremos da escolha de um ministro da economia banqueiro, especulador da alta do dólar em benefício próprio e causador da fome da mãe solo e de sua família.

Não esqueceremos dos negacionistas da ciência diante de uma pandemia avassaladora, como é a covid 19.

Não esqueceremos dos censores da filosofia, da sociologia e da história.

Não esqueceremos do gabinete do ódio com sede em Brasília, instalado dentro no Planalto.

Não esqueceremos da  predileção pelas armas e não aos livros.

Não esqueceremos da censura a filmes, a exposições de arte, à cátedra do professor, à voz do jornalista.

Não esqueceremos de atitudes e falas racistas, homofóbicas, misóginas…( as fraquejadas)!!!

Não esqueceremos da mudança na legislação do mercado regulador da segurança alimentar do país, abriu-se a porteira para o mercado externo e a consequência foi a alta nos preços dos alimentos .

Não esqueceremos do preço do gás. Da mãe que queimou a madeira da cama para fazer fogueira e cozinhar para alimentar a família.

Não esqueceremos da venda das plataformas de petróleo aos especuladores estrangeiros.

Não esqueceremos das crianças, que retornaram nos últimos quatro anos, vender balas no semáforo.

Não esqueceremos da reforma trabalhista, que retirou inúmeros direitos conquistados pela classe trabalhadora.

Não esqueceremos das tentativas de golpe,  propondo o fechamento do STF  e da apologia à ditadura militar.

Não esqueceremos do uso da palavra do livro sagrado para justificar maldades.

Não esqueceremos de que somos trabalhadores explorados. Não esqueceremos do lugar que ocupamos na pirâmide social. E, é  bom não esquecermos ou fingirmos ocupar outro lugar, sob pena de sermos co-atores de um futuro muito incerto para o Brasil.

Não esqueceremos o horror da guerra, como esqueceram alguns os ímpios dirigentes da Europa.

Não esqueceremos de…

Vocês complementam.

Acrescentem no carrinho da memória. Ela move a história.

 

Tempo de Leitura: 2 min
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Os enunciados mais usados nas redes sociais : meus sentimentos, sinto muito, paz e luz, meu abraço fraterno…gratidão…parabéns!!!

4 de dezembro de 2021 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Há relutância em escrever sobre um tema que é muito caro para todos: a morte. Mas é um tema necessário. Falar e escrever sobre a morte é assunto que circula em todas as redes sociais, sejam elas online ou presencial.

A pandemia potencializou essa temática.

Agora, com a chegada do natal e  final de ano, a morte de entes queridos deixa de ser uma ideia, a morte se materializa.

Sim, se materializa. Na ausência de alguns na mesa posta para ceia. Na carga de sentimentos como saudade, recordação, arrependimento, compaixão, apego, paz, amor, alegria, tristeza, compreensão, tolerância, intolerância, solidariedade, medo, angústia, ansiedade,piedade,ressentimentos, perdão, raiva, ódio,compaixão,  gratidão…

Essa lista de sentimentos é infinita porque se trata das vivências terrenas. Caro leitor(a), o acréscimo de sentimentos fica por conta do que se leva no coração e na alma. Depende de sua postura no mundo. De sua religiosidade ou de seu ateísmo. Do crescimento espiritual e intelectual. De seu posicionamento político. De sua classe social.  De sua dimensão humanista ou não… A lista é cheia de antíteses. Porque vida e morte é a antítese mais verdadeira que existe.

Vejo amigos e amigas vivendo essa antítese de várias formas.Eu também. Há quem perceba a morte como processo da própria existência dos seres nesse plano. Para esses, a morte é um até logo.  E , há aqueles que compreendem a morte como perda. Ambos, diante do inevitável fato, sentem ao seu modo.  A dor do adeus ou do até logo não se mede.

Sabedores disso é que a corrente do “meus sentimentos”, “sinto muito”, “paz e luz” , “abraço fraterno” e “gratidão” se intensificou. A morte, provocada pelo vírus mundial e letal, despertou muito isso. Há um sentimento de injustiça que circula nesse evento, devido principalmente pelas desigualdades econômicas dos povos. A humanidade tende a se materializar, pois nos descobrimos o quanto de desumanidade carregamos . É uma tendência. Que bom.

A melhor atitude notada nos últimos tempos, em relação à antítese VIDA x MORTE , é o exercício da gratidão. E não é aquela palavra ao vento, dita de qual quer forma, é sentimento verdadeiro a quem fez a passagem. O melhor conforto é pensar no ente querido com o coração grato em ter a a oportunidade de conviver. Acertar e errar. Aprender ou não. Amar ou não.                                                                                  Portanto, celebremos a vida! Qualquer vida. De todos os seres vivos de nossa convivência.

Para finalizar esse post de forma carinhosa, diante de um tema não tão” leve”como a morte, resgato um fato ocorrido com uma prima.

Por ocasião da morte de parente de uma amiga, ela foi ao velório. Como o falecido não fazia parte de seu convívio, sequer o conhecia, tampouco seus familiares, exceto sua amiga,sua mente não estava focada no passamento, ao chegar na sala mortuária se dirigiu a pessoa que estava próximo ao caixão, estendeu a mão para o cumprimento e soltou um sonoro: PARABÉNS!!

Constrangimento total.

Hilário o fato. Mas trago a reflexão: – Por que não dizer parabéns?

Afinal, a vida merece um  p a r a b é n s.

 

 

Tempo de Leitura: 2 min
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