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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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A paz teima continuar na pauta…

20 de abril de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Que a dualidade faz parte da existência humana é fato irrefutável.

Vive se na antítese e pela antítese. Paz e guerra é uma constante.

A diferença é de que o culto da guerra é maior  do que o da paz.

Desde situações micro, como pequenos conflitos familiares, ou situações macro, como interesses  diplomáticos a cultura da paz quase sempre não é usada. O caminho do desafeto é o mais procurado.

A paz é pouco rendável. Não vende o suficiente para se tornar soberana. Ao contrário, a guerra e seu arsenal são muito lucrativos. A indústria bélica com seus revólveres, rifles ,canhões, bombas está sempre em evolução. Apropria-se até mesmo da ciência e de sua função primeira, que é fomentar a paz, para potencializar sua força bélica.

Nos últimos tempos, vivenciamos atentados violentos contra escolas, massacre de crianças, seres indefesos, que representam o futuro da humanidade. Tentativa de esmagar o futuro. Esses massacres representam bem  a cultura da guerra como vencedora.

A guerra facilmente se define. A paz se perde em definições contraditórias. Por que é tão difícil se materializar?

Nessa disputa, fica parecendo sempre que o mal vence. O que não duvido mesmo. Pois, se materializa em múltiplas versões e numa velocidade, a qual a paz não acompanha.

Diante de tantas formas do mal acontecer, muito se tem pensado no culto pela paz. Nunca deveria sair do currículo escolar. O projeto pela paz não é de um individuo. De um país. De um continente. É compromisso mundial. Ah, mas existe o mundo econômico!!!

Esse mundo econômico não tem alicerce na e pela paz. Pelo contrário, é por esse caminho que a guerra percorre.

Enquanto os senhores do ouro definirem o currículo escolar do básico ao superior, haverá formação de senhores e senhoras bélicos. Por onde não circulam os conhecimentos da filosofia, da sociologia, da história que contem as proezas da paz, ela sempre será uma perdedora.

Como disse Mahatama Gandhi : olho por olho, e o mundo acabará cego!

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Sigo em fileira,companheira Lorete ! Não votarei em machado!

1 de outubro de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Dedico esse post à amiga Lorete. Im memória. Ela partiu antes de mais uma eleição para presidente do Brasil.  Não é apenas  mais uma eleição . É uma batalha para assegurar a jovem democracia do país.

Hoje entrarei na fileira segurando duas bandeiras. Farei a tua parte, companheira.

Aguerrida, hoje, se ainda estivesse nesse plano, estaria na rua, conversando, argumentando porque votar na estrela. Era como definia seu partido.

Não recebi sua mensagem com convite para o último dia de campanha eleitoral. Mas é como se tivesse recebido. Afinal, foram quase trinta anos de amizade e militância.

Nem sempre concordávamos. Mas justamente esse contraditório que sinto falta, companheira Lorete.

O contraditório garante as relações democráticas. Infelizmente desconhecem esse preceito aqueles que impõem a sua única verdade.

A companheira Lorete  baseava sua militância em princípios de justiça social.

Estaria ela, nesse momento, defendendo candidaturas com bandeiras da igualdade de direitos e contrários ao estado mínimo.

Deixo aqui um provérbio que ela, como professora de Ciências, sempre dizia a seus alunos:

” A floresta estava encolhendo, mas as árvores continuaram votando no machado .

O machado era esperto e convenceu as árvores que por causa do seu cabo ser feito de madeira, ele era uma delas”   ( PROVÉRBIO TURCO)

Lembrete: Nessas eleições, não vote mais no MACHADO!!!!

 

 

 

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Não esqueceremos

22 de março de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Vou escrever na primeira pessoa do plural: NÓS! Por um princípio que norteia minha vida, que é a força do coletivo.

Não esqueceremos. Esquecer é verbo transitivo indireto, precede a preposição DE no complemento.

Lembrei me dos textos de Guimarães Rosa, quanto de forma proposital usava o verbo esperar sem complemento para que o leitor interagisse com o autor. “Havia velhos e velhas que esperavam.”( Conto Fita verde no cabelo)

Aqui, vou usar o verbo esquecer e convidar o leitor para participar da lista de complementos que julgar necessários a suas prioridades.

Não esqueceremos do assassinato de Mariéli  Franco, uma mulher negra, vereadora no Rio de Janeiro, uma voz para os esquecidos e  que seria uma liderança nacional logo ali.

Não esqueceremos da “boiada passou”  o fogo e o desmatamento da Amazônia aumentaram com chancela de um desgoverno.

Não esqueceremos da escolha de um ministro da economia banqueiro, especulador da alta do dólar em benefício próprio e causador da fome da mãe solo e de sua família.

Não esqueceremos dos negacionistas da ciência diante de uma pandemia avassaladora, como é a covid 19.

Não esqueceremos dos censores da filosofia, da sociologia e da história.

Não esqueceremos do gabinete do ódio com sede em Brasília, instalado dentro no Planalto.

Não esqueceremos da  predileção pelas armas e não aos livros.

Não esqueceremos da censura a filmes, a exposições de arte, à cátedra do professor, à voz do jornalista.

Não esqueceremos de atitudes e falas racistas, homofóbicas, misóginas…( as fraquejadas)!!!

Não esqueceremos da mudança na legislação do mercado regulador da segurança alimentar do país, abriu-se a porteira para o mercado externo e a consequência foi a alta nos preços dos alimentos .

Não esqueceremos do preço do gás. Da mãe que queimou a madeira da cama para fazer fogueira e cozinhar para alimentar a família.

Não esqueceremos da venda das plataformas de petróleo aos especuladores estrangeiros.

Não esqueceremos das crianças, que retornaram nos últimos quatro anos, vender balas no semáforo.

Não esqueceremos da reforma trabalhista, que retirou inúmeros direitos conquistados pela classe trabalhadora.

Não esqueceremos das tentativas de golpe,  propondo o fechamento do STF  e da apologia à ditadura militar.

Não esqueceremos do uso da palavra do livro sagrado para justificar maldades.

Não esqueceremos de que somos trabalhadores explorados. Não esqueceremos do lugar que ocupamos na pirâmide social. E, é  bom não esquecermos ou fingirmos ocupar outro lugar, sob pena de sermos co-atores de um futuro muito incerto para o Brasil.

Não esqueceremos o horror da guerra, como esqueceram alguns os ímpios dirigentes da Europa.

Não esqueceremos de…

Vocês complementam.

Acrescentem no carrinho da memória. Ela move a história.

 

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