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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Etarismo? Uma palavra bonita para uma ação feia

7 de novembro de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Abandonar o velho numa sociedade excludente não é novidade.

A era digital, na qual vivemos, abandonou-se  tantas coisas: telefone fixo, telefone de rua, o orelhão, relógio de pulso, relógio de parede, calendário impresso, rádio de pilhas, computador de mesa,telefone público, calculadora, antena parabólica, Cd’s, Dvd’s, disco vinil, fita cassete, bússola…algumas coisas na lembrança do momento.  O telefone celular, um único objeto, dá conta de tudo da lista.

São coisas, apenas.

Fazem parte da história de mulheres e homens.

A história da humanidade se faz com seus feitos,muitos deles substituíveis, outros insubstituíveis como a descoberta do fogo e a invenção da roda. São invenções básicas da evolução humana.

A roda girou o mundo, girou a vida da humanidade. Inegável. O nome de quem conseguiu tamanha façanha é desconhecido na história. Desconhecidos e desconhecidas são a maioria da massa humana responsável por toda construção e invenção  que existem.                                                                                      A maioria se torna invisível ou é invisível por toda vida.

Nessa massa humana, estão os idosos.

Esquecidos, negligenciados.

Na sociedade do descarte, os idosos tentam provar o quanto são necessários para a base das novas gerações.

São fogo, são roda. Não dá para negar essa base.

Mas a sociedade do consumo nega essa importante contribuição de quem já perdeu a vivacidade.

De forma dissimulada ou  nem tanto, atribui aos idosos um gasto ao Estado. Nega-se o saldo positivo de uma vida toda de trabalho braçal e cognitivo de toda uma população.

Há reações a essa situação. E o etarismo está considerado crime.

Recentemente no período eleitoral, houve episódio com candidato jovem que usou de forma subliminar a idade do opositor como sinônimo de falta de vivacidade , como falta de memória recente, como agente público ultrapassado. Deu certo a estratégia eleitoreira. Desleal. Criminosa.

Os eleitores avaliavam bem o candidato mais velho, respeitavam sua trajetória na vida pública, mas o etarismo venceu. Optaram pelo candidato midiático, “a moda da vez”.

Na política, como em todas as esferas da vida, se não tiver essência no projeto escolhido, haverá menos vitoriosos e mais perdedores.  E, a essência a que me refiro, é a sabedoria do mais velho.

Aliada aos novos saberes, a roda e o fogo farão  sempre o mundo evoluir.

Conexão indispensável : velho|novo. Novo|velho.

Por uma conexão dual respeitosa.

Haveremos de construí-la. Por ações lindas . E a palavra ETARISMO será para sempre feia.

 

 

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De Marcador de Páginas

19 de agosto de 2024 by Marta de Fátima Borba 1 comentário

Ex i s t i r

R e s i s t i r

E x i s t ê n c i a

R e s i s t ê n c i a

T u d o   a   v e r.

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Sem teto. Sem lar. Sub normal? Para quem?

24 de junho de 2024 by Marta de Fátima Borba 2 Comentários

Assistindo ao noticiário matinal de tv aberta, notícia sobre  refugiados da Índia que aguardam há dias, no aeroporto de Guarulhos (São Paulo), o visto de permanência no solo brasileiro, ocorreu me de escrever sobre o valor de um teto. De um abrigo para os dias de frio, para os dias de calor. E para todos os dias o abrigo  em um  lar. Para todos os dias se fazer cumprir o direito à moradia, à cidadania.

O que representa para todo ser vivo um teto? Abrigo. Proteção.

Seja uma toca ou seja a copa de uma árvore, animais e aves procuram um lugar seguro para descansar.O ser humano ao sair da caverna, criou milhares formas de se abrigar. A disputa pelas melhores cavernas só aumentou.

A migração e a imigração se consolidaram na história dos humanos.

A edificações foram se aprimorando. Teto para todos? Não. Lar para todos? Não.

Há poucos dias, participei de plenária sobre educação e, em se tratando de política educacional todas as outras políticas públicas atravessam o tema, principalmente a habitação. Eis que a coordenadora do encontro apresentou importantes dados sobre o município ( a saber, estamos em ano de eleições municipais) e um dado se referia às *moradias sub normais.

Mudou de denominação, de novo, as conhecidas favelas.

Favela é uma planta que recobria alguns morros do Rio de Janeiro no século dezoito. Com forte perseguição, por autoridades da época da decadência do ciclo do café, aos cortiços formados pelos  ex trabalhadores das plantações de café, sem outra alternativas a população começou ocupar os morros.  Abrigaram se sob a sombra das tais árvores favelas. Surgiu ai o nome favelados.                                            A história registra em  1893, só na demolição do cortiço chamado cabeça de porco foram desalojados mais de 2 mil pessoas que foram morar no morro da providência. Também se registra o retorno de cerca de 20 mil  soldados, ao Rio de Janeiro, após término da guerra de canudos e foram morar no morro.

Estima se que há no Brasil cerca de 11,4 MILHÕES DE PESSOAS( seis por cento da população) morando em sub moradias. Recentemente, denominadas moradias sub normais.

A ocupação desigual dos espaços urbanos não combina com o Estado Democrático  Brasileiro, aliás nada combina, referente à  conquista de cidadania plena de direitos.

Ao povo trabalhador é destinado o morro, a encosta, a ilha, a beira dos trilhos. É mesmo para dificultar a vida dos sujeitos.

Em maio deste ano 2024, o maior evento climático do RS , choveu muito e as enchentes dos rios destruíram milhares de casas, contribuindo para  desabrigar de vez os gaúchos das estatísticas das moradias sub normais.

Cá, penso eu, sub normal é o povo deixar seu teto sob bombas da guerra, sob o estigma da fome , sob a ganância do capital especulativo imobiliário, sob a negligência com a ciência, sob os maus tratos com os biomas…Sub normal é querer  imprimir um novo normal para os povos:  sem teto, sem lar.

sub normal? pra quem?

 

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