Ex i s t i r
R e s i s t i r
E x i s t ê n c i a
R e s i s t ê n c i a
T u d o a v e r.
Tempo de Leitura: 1 min
Ex i s t i r
R e s i s t i r
E x i s t ê n c i a
R e s i s t ê n c i a
T u d o a v e r.
Assistindo ao noticiário matinal de tv aberta, notícia sobre refugiados da Índia que aguardam há dias, no aeroporto de Guarulhos (São Paulo), o visto de permanência no solo brasileiro, ocorreu me de escrever sobre o valor de um teto. De um abrigo para os dias de frio, para os dias de calor. E para todos os dias o abrigo em um lar. Para todos os dias se fazer cumprir o direito à moradia, à cidadania.
O que representa para todo ser vivo um teto? Abrigo. Proteção.
Seja uma toca ou seja a copa de uma árvore, animais e aves procuram um lugar seguro para descansar.O ser humano ao sair da caverna, criou milhares formas de se abrigar. A disputa pelas melhores cavernas só aumentou.
A migração e a imigração se consolidaram na história dos humanos.
A edificações foram se aprimorando. Teto para todos? Não. Lar para todos? Não.
Há poucos dias, participei de plenária sobre educação e, em se tratando de política educacional todas as outras políticas públicas atravessam o tema, principalmente a habitação. Eis que a coordenadora do encontro apresentou importantes dados sobre o município ( a saber, estamos em ano de eleições municipais) e um dado se referia às *moradias sub normais.
Mudou de denominação, de novo, as conhecidas favelas.
Favela é uma planta que recobria alguns morros do Rio de Janeiro no século dezoito. Com forte perseguição, por autoridades da época da decadência do ciclo do café, aos cortiços formados pelos ex trabalhadores das plantações de café, sem outra alternativas a população começou ocupar os morros. Abrigaram se sob a sombra das tais árvores favelas. Surgiu ai o nome favelados. A história registra em 1893, só na demolição do cortiço chamado cabeça de porco foram desalojados mais de 2 mil pessoas que foram morar no morro da providência. Também se registra o retorno de cerca de 20 mil soldados, ao Rio de Janeiro, após término da guerra de canudos e foram morar no morro.
Estima se que há no Brasil cerca de 11,4 MILHÕES DE PESSOAS( seis por cento da população) morando em sub moradias. Recentemente, denominadas moradias sub normais.
A ocupação desigual dos espaços urbanos não combina com o Estado Democrático Brasileiro, aliás nada combina, referente à conquista de cidadania plena de direitos.
Ao povo trabalhador é destinado o morro, a encosta, a ilha, a beira dos trilhos. É mesmo para dificultar a vida dos sujeitos.
Em maio deste ano 2024, o maior evento climático do RS , choveu muito e as enchentes dos rios destruíram milhares de casas, contribuindo para desabrigar de vez os gaúchos das estatísticas das moradias sub normais.
Cá, penso eu, sub normal é o povo deixar seu teto sob bombas da guerra, sob o estigma da fome , sob a ganância do capital especulativo imobiliário, sob a negligência com a ciência, sob os maus tratos com os biomas…Sub normal é querer imprimir um novo normal para os povos: sem teto, sem lar.

sub normal? pra quem?
Que a dualidade faz parte da existência humana é fato irrefutável.
Vive se na antítese e pela antítese. Paz e guerra é uma constante.
A diferença é de que o culto da guerra é maior do que o da paz.
Desde situações micro, como pequenos conflitos familiares, ou situações macro, como interesses diplomáticos a cultura da paz quase sempre não é usada. O caminho do desafeto é o mais procurado.
A paz é pouco rendável. Não vende o suficiente para se tornar soberana. Ao contrário, a guerra e seu arsenal são muito lucrativos. A indústria bélica com seus revólveres, rifles ,canhões, bombas está sempre em evolução. Apropria-se até mesmo da ciência e de sua função primeira, que é fomentar a paz, para potencializar sua força bélica.
Nos últimos tempos, vivenciamos atentados violentos contra escolas, massacre de crianças, seres indefesos, que representam o futuro da humanidade. Tentativa de esmagar o futuro. Esses massacres representam bem a cultura da guerra como vencedora.
A guerra facilmente se define. A paz se perde em definições contraditórias. Por que é tão difícil se materializar?
Nessa disputa, fica parecendo sempre que o mal vence. O que não duvido mesmo. Pois, se materializa em múltiplas versões e numa velocidade, a qual a paz não acompanha.
Diante de tantas formas do mal acontecer, muito se tem pensado no culto pela paz. Nunca deveria sair do currículo escolar. O projeto pela paz não é de um individuo. De um país. De um continente. É compromisso mundial. Ah, mas existe o mundo econômico!!!
Esse mundo econômico não tem alicerce na e pela paz. Pelo contrário, é por esse caminho que a guerra percorre.
Enquanto os senhores do ouro definirem o currículo escolar do básico ao superior, haverá formação de senhores e senhoras bélicos. Por onde não circulam os conhecimentos da filosofia, da sociologia, da história que contem as proezas da paz, ela sempre será uma perdedora.
Como disse Mahatama Gandhi : olho por olho, e o mundo acabará cego!
