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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Não existem ex alunos!

30 de março de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Toda pessoa é um ser social.

A espécie humana evoluiu para isso.

Habitamos nesse planeta. Ninguém fica imune a tudo o que ocorre por aqui. Desde  o desequilíbrio climático à escolha do líder comunitário, do síndico do prédio, ou a escolha da governança dos países.

Ninguém ou nada é ex desse lugar e desse tempo.

Para nós, professoras, por exemplo, até pode ter ou considerar ex alunos, mas para a sociedade não existe ex cidadão.

Estamos no momento de questionamentos sobre a profissão docente, não estamos mais aceitando a romantização da profissão.Não somos personagens dos livros de históricas românticas. Somos seres reais. Com baixa remuneração,os boletos vencem para todos, inclusive para a professora querida da classe de alfabetização. Não estamos mais aceitando que a educação é a única alternativa para melhorar o mundo. É uma boa alternativa. Não a única.

Sozinhos não salvamos os Andrés, as Andréias de serem vítimas da condição de seres sociais. A sociedade cria seus reis, rainhas, princesas, súditos, escravos, ricos, pobres, alfabetizados, não alfabetizados, bem sucedidos, mal sucedidos…A sociedade cria. O professor é a sociedade. Porém, “mais” sociedade é a governança. É o modelo econômico. Nessa lógica,não existe ex aluno!

Não existe existe ex aluno quando o sujeito é bem sucedido. Ouvimos sobre ele ou ela:

_ Fulano, fulana estudaram escola tal, aluno de professora tal. ( Peito estufado de tanto orgulho).

Também existe ex aluno quando o sujeito é mal sucedido, “cai”na marginalidade, vira prisioneiro ou é morto  e nem chega na maturidade. (Nessa situação, o sentimento de dever não cumprido fica ao encargo da família e do professor, o fracasso é nosso!)

Nessa semana, última do mês de março de 2023, minha cidade registrou o maior número de assassinatos das últimas décadas conforme registros da delegacia de polícia. A maioria de jovens.

Todos ex alunos.

Nas tristes notícias, sobre os envolvidos nos assassinatos, não há citação da escolaridade, da escola que frequentou…mas as notícias acabam chegando até às professoras. Ao reconhecer o nome no registro policial, indubitavelmente ocorre sentimento de falha …

Quem falhou?

Só a professora? A escola? A família?

A sociedade.

Meu coração se encheu de alegria com a notícia de ex aluno atual comandante de aviação.

Meu coração se encheu de tristeza com a notícia de ex aluno morto em confronto com a polícia.

Um e o outro não são ex da sociedade. Resultados diferentes. A equação aplicada não foi a mesma.

Portanto, injusta.

Injusto foi a dor que deveras senti, como professora,.

Para a lei da sociedade pareceu justo a bala que findou a vida do jovem da equação errada e, paga por parte do meu imposto.

Não. Eles não são ex alunos.

Ex quer dizer já era.Está fora…

Não, todos estão dentro.

Dentro de uma estrutura social falida.

A falha é de todos. Poucos aceitam.

A dor é grande. Poucos sentem.

Tempo de Leitura: 2 min
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Deus. Pátria. Família. Para poucos!!

16 de novembro de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

O slogan  deus, pátria, família surge no Brasil com roupa nova. Mas com o mesmo perfume fascista de sempre.

E não adianta argumentar o contrário, porque o perfume exalado por práticas fascistas marcou a pele de vários povos.

Um exemplo é o uso desse slogan por vinte anos no governo fascista de Mussolini. Usado no Brasil na marcha da família brasileira em 1964, pouco antes do golpe militar.(…)

Poderia resgatar na história muitas versões desse famigerado slogan. Mas ficarei na versão atualizada pela gestão bolsonarista da atualidade.

Quem potencializou muito esse dizer foi o braço forte do governo de Jair Bolsonaro, as igrejas de confissão cristã.

Sem nenhum pudor levaram o nome de Deus para justificar ações  racista, homofóbica, de misoginia, de pensamento negacionista em relação à ciência, de apologia ao regime nazista e  de perseguição ao regime republicano democrático.

O slogan deus, pátria e família foi utilizado sistematicamente no palácio do Planalto nos discursos diários do presidente e de seus assessores, multiplicado pelos eleitores nas redes sociais durante os quatro anos do mandato de Bolsonaro e repetido nos púlpitos de igrejas.

Chegou o período eleitoral e o slogan ganhou impulso na campanha. Com direito de acréscimo da palavra Liberdade. Aumentou a contradição!!!

Nesse pensamento, não cabe Deus! Porque Deus é amor. E o que se viu foi ódio.

Nesse pensamento, não cabe família! Porque família remete à solidariedade, a respeito, à tolerância. O que se viu foi segregação.

Nesse pensamento, não cabe pátria. Porque a concepção de pátria é aquela de  mãe acolhedora, que socorre os filhos. Não foi isso que aconteceu. Morreram seus filhos pelo vírus letal da pandemia e pela negligência de dizer que era apenas “uma gripezinha.”

Nesse pensamento, muito menos cabe liberdade! Porque liberdade vai além, sim , da cerca de arame farpado que interrompe um ladifúndio e inicia-se outro. Mentiras ditas com cara de liberdade de expressão confundiram a grande família brasileira.

Slogan de extrema direita. Repetido. Ovacionado.

Estarrecedor perceber que esse DEUS não é para todos. Família de poucos. Pátria com pouco pão e mal repartido.

E liberdade?

Só aquela do cartão bancário de cor preta. Ilimitado.

Infelizmente tem Corsinha se achando Hilux !!! O slogan Deus, pátria e família pode estar em adesivos nos dois carros. No entanto, só Hilux reluz.

Tempo de Leitura: 2 min
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A Carga dos Sobrenomes

14 de julho de 2022 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Quando o império romano expandiu em território e em  habitantes, houve a necessidade de identificar o povo, já eram milhares de Joãos e Marias.  Veio a ideia do sobrenome!

Alguns escolheram o sobrenome conforme seu comportamento ou personalidade surgiu o sobrenome Severo……ou pela atividade profissional apareceu o Ferreira; por nome de plantas Pereira; por nome de coisas Leite; por nome de animais Gato, Pulga…(hic)

E mais tarde a cultura européia com perfil patriarcal estendeu o sobrenome para as mulheres, primeiro os pais para as filhas, depois os maridos para suas mulheres. As mulheres e seus dotes  com perda do sobrenome, a troca de uma carga por outra, e na maioria das vezes nada leve.

Homens e mulheres escrevem suas histórias e vão perpetuando os sobrenomes. Alguns deles viram uma dinastia. Através dos sobrenomes e sua respectiva carga de feitos, de lugar onde reside, de ocupação profissional, as pessoas vão sendo tipificadas. Como um código de barra, os sobrenomes carregam fortunas ou infortúnios.

Os sobrenomes ajudam a organizar e reorganizar o lugar social dos sujeitos.

Na nossa sociedade brasileira, os sobrenomes são também formas de práticas preconceituosas.

No lugar onde moro, o sobrenome  com valor* se parece com  cartão de crédito, depende do montante depositado para que portas se abram , até portas do amor!

Atualmente há uma forte polarização entre Silva e Bolsonaro por conta da disputa eleitoral. Os silvas estão há séculos na história e sabe-se sua origem. Já, bolsonaro entrou há algumas poucas décadas na história política. E parece, que o estrago já é bem maior!!!

Os Silvas estavam e estão espalhados na pirâmide social. Sendo que, a maioria dos silvas se encontram na faixa social maior, na base, onde está a massa trabalhadora.Bem demarcado seu lugar social! Difícil aceitar que Silva ocupe sua parte na elite econômica, social e cultural…

A disputa do poder político mostra a disputa entre Silvas e Heizen, por exemplo. Ambos representam causas distintas. Fica evidente que a luta de classe está presente na carga do  sobrenome.                               Senzala e casa grande se cruzaram e se formou a nação brasileira!  Ainda que se queira negar a mestiçagem do povo, ela é legitimada nos registros de nascimento. Sobrenome de bisavó e bisavô. Avó e avô . Sobrenomes que demarcam a genealogia africana, indigenista, alemã, polonesa, italiana, japonesa, francesa…sem fim a tal *mistura de etnias.

É evidente que a carga do sobrenome move a economia mundial.  A cultura mundial. A paz e a guerra. O amor e o ódio.

Os romanos adotaram sobrenomes porque  precisavam de identidade. Uma identidade marcada pela tirania.

Herdamos essa prática.

Ainda bem que é possível identificar tiranos pelo sobrenome e sua carga histórica de tiranias.

Ninguém está isento dessa carga. Eu, inclusive. Tenho nos anais históricos, um facínora  bandeirante chamado Borba Gato.

E você, qual é a carga do seu sobrenome?

Tempo de Leitura: 2 min
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