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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Amizade/elo vai além do plano terreno…

18 de agosto de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Na vida, se tem  poucas pessoas que realmente consideramos como amizade/elo.

As razões, pelas quais, não conseguimos manter ou criar amizades verdadeiras são muitas, e dizem respeito ao caráter, à idiossincrasia, à personalidade, à cultura, à posição social das pessoas.

As relações interpessoais cruzam nesse contexto multifacetado.

Foi em um desses contextos, que minha vida cruzou com a gringa Lorete. Assim chamada,o adjetivo gringa, citado por alguns com carinho e por outros com uma boa dose de preconceito.

A alcunha Gringa advém da diversidade cultural de nosso povo, é atribuída não tão somente por pertencer ao povo de origem italiana, mas ressaltar a personalidade de uma mulher atenta às finanças,  econômica: ” Ela é gringa ! ”  Fica subentendido que não vai gastar além do necessário.

Minha amiga Gringa ! Consegui ser amiga dela, estudamos, trabalhamos, viajamos, lutamos por educação pública de qualidade, fomos pioneiras na nossa cidade em defender políticas públicas para as mulheres, discutimos, nos afastamos, nos aproximamos… Eu fiquei.Ela partiu para o plano espiritual.

No próximo domingo, dia 20 de agosto, fará um ano de sua partida.

Ainda não acredito que não fez campanha para nosso candidato na última eleição…

Eu fiz. O candidato ganhou. Comemorei por nós duas. Sei que tua estrela brilhou bastante…

A amizade/elo que criamos vai além do plano terreno.

A correntinha desse elo só foi interrompida por mais um tempo.

Religiosa que era me dizia: você que é das palavras ( referia-se a minha formação acadêmica) sabes o que significa religião?    É  religar . A legião de anjos nos ajudam a ligar nosso espírito a Deus….

Estudiosa que era falava dos biomas, das bactérias, dos cromossomos( usava meus filhos com as cores de seus olhos azuis e verdes e explicava o porquê das cores…) quanta troca de conhecimentos…

Você me faz muita falta.

É uma falácia a assertiva de que ninguém é insubstituível. Outra professora de Ciências assumiu  seu cargo, mas o lugar de amiga/elo ninguém ocupará.

Dedico esse post em homenagem póstuma à professora Lorete Fochi.

E a todos aqueles que cultivam uma amizade/elo.

Em especial a um amigo, que recentemente, se despediu de seu pai/amigo/elo.

 

 

 

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Meu pai tem nome

17 de agosto de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Meu pai tem nome.

Esse é o nome de um programa do governo federal recentemente lançado, haja vista o número de certidões de nascimentos com dados incompletos, são milhões de brasileiros “sem pai”.

Sem pai? Não.

São pais que não sabem que geraram filhos.

São pais que não assumiram a paternidade.

São mães solos, que além da grande responsabilidade de gestar e criar um filho,ainda são cobradas porque não informam no registro de nascimento o nome do pai.

Mas não é somente a ausência do nome paterno que cria esse vácuo na história de uma pessoa. É também a ausência dos nomes do avós paternos.

Compreendemos ser cidadãos plenos de direitos quando nossa história de vida é respeitada.

Quem somos? Quais são nossos parentes? A que árvore genealógica pertencemos? Qual herança cultural temos?

A identidade de uma pessoa não se resume em ter o nome do pai revelado.

Pai revelado importante, porém mais importante é pai consciente de seu papel na vida de uma criança, de um adolescente, para que se tornem adultos fora desse paradigma de ‘carreiras solos”: mães “solitas”, pais “solitos” e, consequentemente filhos”solitos”.

Mulheres brasileiras em situação de mães solo sempre foi marcante no Brasil, no entanto os últimos dados divulgados pelos cartórios de registro de pessoas civis no país apontam para o aumento do número de casos, para tanto o governo federal lançou o programa PAI TEM NOME.

Nossa pátria necessita de paternidade  presente. A maternidade é mãe gentil e não foge da luta.

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O melhor era para as visitas…

3 de agosto de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

A cultura de um povo é mutável. Ainda bem.

Há quem cultive velhas tradições, velhas crenças mas o novo chega com força, com vitalidade e aos poucos muitas coisas são esquecidas nos baús das memórias.                                                                                Nesse post, recordo uma prática familiar nada edificante. Não para as crianças.

É  do conhecimento de todos que a fase da vida conhecida por infância é criada e defendida há um século. Não havia tratamento específico para as crianças, vestiam -nas com o modelo das vestimentas dos adultos.A alimentação, fora o leite materno, era também similar a do adulto.

Criança não se mete em conversa de gente grande! Bastava um olhar de um adulto pai, mãe, avó, tia a criança sabia que devia se retirar do ambiente dos adultos. Há, quem  lembre disso com sentimento saudosista, diante do desafio de conviver com as crianças contemporâneas.

As crianças contemporâneas disputam o mesmo lugar de fala do adulto. Conquista importante considerando a infância que foi calada, subestimada como ser inferior, não dotada de sabedoria.

Cabe o adulto ter maturidade suficiente para compreender as necessidades primárias de uma criança e que vai além de alimentar, de vestir, de dar um teto, cuidar da saúde, ela precisa crescer sabendo lidar com medos, frustrações, não pode ser criada numa bolha. Tampouco, largada a sua sorte.

Se faz necessário falar em infâncias. No plural. Crianças cuidadas. Crianças descuidadas.

A prática  há menos de meio século,  recorrente nos núcleos familiares, era guardar o melhor alimento para oferecer às visitas.

Conta-me um amigo que odiava as visitas. Além da ordem de deixar o ambiente livre para os adultos, havia uma culinária específica, um cardápio especial para ofertar aos visitantes. Revela ele, que os alimentos eram escassos para a família ao ponto de passarem fome, mas a mania de deixar o melhor para os outros, colocou no seu coração sentimento de injustiça.

Por que não compartilhar?

Era a ostentação da época.

Na minha casa, havia uma lata de bolachas caseiras destinada às visitas, mas tínhamos à mesa porções das mesmas bolachas, assim era com a pessegada, com a marmelada…o que não cabia às crianças da casa se servir antes das visitas. A vontade era contida com o olhar da mãe. Senão, vinha aquela velha e nova advertência, essa não sai de moda “DEPOIS NÓS CONVERSAMOS”.                                                        Felizmente, as crianças tomaram um importante lugar  no mundo. São elas, que muitas vezes, ensinam aos adultos como conduzir o leme desse “Navio Mundo” . Não é à toa a fala do mestre Jesus Cristo ” “deixai vir a mim as criancinhas” .

Elas são verdadeiramente as melhores visitas.

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