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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Costumes. Do animal social.

12 de setembro de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Estou num tempo de olhar um pouco pelo retrovisor.

Só um pouco, porque não vivo mais no passado.

Embora, o presente seja um tempo possível de conjugar verbos pretéritos e futuros.

E a remissão ao passado, dessa semana, no mês que completo mais um ciclo de vida, é o costume de viver um luto.

No  Brasil, país  multicultural, o luto pela perda de um familiar se faz de muitas formas.

Vive a experiência de vestir a cor preta, cinza, azul escuro, nunca tecidos coloridos em período de um ano pela passagem de um ente querido.

Vivenciei o trabalho de minha irmã costureira,cosendo camisas de tecido preto para toda a família enlutada. Muitas vezes que a morte surpreendeu a comunidade, ela passava a madrugada confeccionando as roupas de luto.

Era costume  toda a família se apresentar no velório e principalmente na cerimônia de sepultamento vestindo  a roupa escura. Lembro-me de várias famílias envolvidas na confecção das roupas para vestir todo núcleo familiar, num lindo gesto de solidariedade.

Viúvos e viúvas  passavam um ano de luto. Marcado pela vestimenta preta. Aos homens, permitia -se usar uma tarja preta no braço  ou fita preta na gola da camisa. Já , a viúva ou a mãe cumpriam rigidamente o costume.

O luto era demonstrado por essa simbologia. Pelo menos na comunidade que cresci, com a influência germânica.

Também aos enlutados não se permitiam frequentar eventos festivos por um ano.

Caso encontrassem viúvos frequentando festas, bailes, era” o comentário compartilhado” da época !!!!

Para a mulher, o julgamento era implacável : a viúva alegre! Alcunha bem perversa. Já, que não se via muitos comentários se fosse o homem descumprir tais regras do luto.

-Por que escrevo sobre esse costume?

Talvez porque a vida do ser social nunca teve sem nenhum valor como atualmente.

O ser social que aprendia a respeitar a vida de outrem, aprendia respeitar também sua morte.

Banalizaram a vida. Banalizaram a morte.

E o luto?

Vai no coração e na alma.

Alguns lutos viram lutas.

Luta, como do pai que pede CPI na câmara de vereadores para averiguar a causa da morte de seu filho. Morte  negligenciada por profissional de saúde em hospital público municipal.

Tempos de vidas ceifadas. Tempos de luto e luta incessantes.

 

 

 

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De Marcador de Páginas II

20 de agosto de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Arte

É uma corda.
Bem
comprida
trançada
para resgatar
pessoas
afundadas
em abismos…………………………………………

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Sem teto. Sem lar. Sub normal? Para quem?

24 de junho de 2024 by Marta de Fátima Borba 2 Comentários

Assistindo ao noticiário matinal de tv aberta, notícia sobre  refugiados da Índia que aguardam há dias, no aeroporto de Guarulhos (São Paulo), o visto de permanência no solo brasileiro, ocorreu me de escrever sobre o valor de um teto. De um abrigo para os dias de frio, para os dias de calor. E para todos os dias o abrigo  em um  lar. Para todos os dias se fazer cumprir o direito à moradia, à cidadania.

O que representa para todo ser vivo um teto? Abrigo. Proteção.

Seja uma toca ou seja a copa de uma árvore, animais e aves procuram um lugar seguro para descansar.O ser humano ao sair da caverna, criou milhares formas de se abrigar. A disputa pelas melhores cavernas só aumentou.

A migração e a imigração se consolidaram na história dos humanos.

A edificações foram se aprimorando. Teto para todos? Não. Lar para todos? Não.

Há poucos dias, participei de plenária sobre educação e, em se tratando de política educacional todas as outras políticas públicas atravessam o tema, principalmente a habitação. Eis que a coordenadora do encontro apresentou importantes dados sobre o município ( a saber, estamos em ano de eleições municipais) e um dado se referia às *moradias sub normais.

Mudou de denominação, de novo, as conhecidas favelas.

Favela é uma planta que recobria alguns morros do Rio de Janeiro no século dezoito. Com forte perseguição, por autoridades da época da decadência do ciclo do café, aos cortiços formados pelos  ex trabalhadores das plantações de café, sem outra alternativas a população começou ocupar os morros.  Abrigaram se sob a sombra das tais árvores favelas. Surgiu ai o nome favelados.                                            A história registra em  1893, só na demolição do cortiço chamado cabeça de porco foram desalojados mais de 2 mil pessoas que foram morar no morro da providência. Também se registra o retorno de cerca de 20 mil  soldados, ao Rio de Janeiro, após término da guerra de canudos e foram morar no morro.

Estima se que há no Brasil cerca de 11,4 MILHÕES DE PESSOAS( seis por cento da população) morando em sub moradias. Recentemente, denominadas moradias sub normais.

A ocupação desigual dos espaços urbanos não combina com o Estado Democrático  Brasileiro, aliás nada combina, referente à  conquista de cidadania plena de direitos.

Ao povo trabalhador é destinado o morro, a encosta, a ilha, a beira dos trilhos. É mesmo para dificultar a vida dos sujeitos.

Em maio deste ano 2024, o maior evento climático do RS , choveu muito e as enchentes dos rios destruíram milhares de casas, contribuindo para  desabrigar de vez os gaúchos das estatísticas das moradias sub normais.

Cá, penso eu, sub normal é o povo deixar seu teto sob bombas da guerra, sob o estigma da fome , sob a ganância do capital especulativo imobiliário, sob a negligência com a ciência, sob os maus tratos com os biomas…Sub normal é querer  imprimir um novo normal para os povos:  sem teto, sem lar.

sub normal? pra quem?

 

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