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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Ler a Bíblia. Desafio de 2025

17 de janeiro de 2025 by Marta de Fátima Borba 2 Comentários

HoliHo 

Professora de literatura por muitos anos. Várias vezes recorri a passagens bíblicas para ratificar fatos das narrativas literárias. Sempre me inquietou ou impactou algumas narrativas bíblicas.

Agora, já aposentada da profissão de professora, fui desafiada por amiga pastora a ler a bíblia. Três a quatro capítulos por dia para quando encerrar o ano, terei lido todos os livros.

Não é uma leitura meramente denotativa, tampouco conotativa. Será leitura com olhos espirituais?

Eis o desafio.

Anita, a pastora, estudiosa da bíblia há mais de trinta anos, é minha orientadora teológica.

Tem sido muito gratificante o compartilhamento das leituras diárias.

Compartilho a compreensão literal  e, ela, cheia de espiritualidade, me conduz para  a meditação .

Confesso que não é tarefa simplista. Faço indagações frequentes, por exemplo sobre o apagão dos nomes das mulheres, sobre a invisibilidade histórica feminina. Sobre a violência contra a mulher. Vendidas. Abusadas. Assassinadas. Vítimas até hoje das atrocidades de tempos primórdios.

Mas a sabedoria de Anita, que é divina, traz luz à leitura.

Adão foi feito de barro. Eva de carne.

A tal costela, de onde Eva surgiu, é o sustentáculo do corpo. Experimenta quebrá la ou removê la. NÃO SE FICA EM PÉ!!  Anita diria: oh glórias!!!

O pecado não é de Eva, quem desobedeceu a Deus criador foi Adão.

E assim vamos nós duas, eu, aprendiz da palavra sagrada. Ela, mulher temente a Deus e seguidora da luz que Jesus Cristo trouxe ao mundo, a luz da igualdade, da justiça e sobretudo o amor para aqueles que mais precisam.

Hoje, acordei cedo. Li o capítulo que José, aquele que fora vendido pelos irmãos postiços*, se tornou governador na terra estrangeira. Através do dom divino de interpretar sonhos foi salvo da morte.

Salvou muitos povos da morte pela fome que durou sete anos.

Porque através da interpretação de um sonho do faraó, sabia que haveria um tempo de sete anos de fartura e depois um tempo de sete anos de muita fome.

A leitura sempre foi para mim alimento.

Com a literatura secular alimentei minha família. Ganhei salário. Sustento.

Agora, com a leitura do livro sagrado, alimento meu espírito.

Tempo de Leitura: 1 min
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Etarismo? Uma palavra bonita para uma ação feia

7 de novembro de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Abandonar o velho numa sociedade excludente não é novidade.

A era digital, na qual vivemos, abandonou-se  tantas coisas: telefone fixo, telefone de rua, o orelhão, relógio de pulso, relógio de parede, calendário impresso, rádio de pilhas, computador de mesa,telefone público, calculadora, antena parabólica, Cd’s, Dvd’s, disco vinil, fita cassete, bússola…algumas coisas na lembrança do momento.  O telefone celular, um único objeto, dá conta de tudo da lista.

São coisas, apenas.

Fazem parte da história de mulheres e homens.

A história da humanidade se faz com seus feitos,muitos deles substituíveis, outros insubstituíveis como a descoberta do fogo e a invenção da roda. São invenções básicas da evolução humana.

A roda girou o mundo, girou a vida da humanidade. Inegável. O nome de quem conseguiu tamanha façanha é desconhecido na história. Desconhecidos e desconhecidas são a maioria da massa humana responsável por toda construção e invenção  que existem.                                                                                      A maioria se torna invisível ou é invisível por toda vida.

Nessa massa humana, estão os idosos.

Esquecidos, negligenciados.

Na sociedade do descarte, os idosos tentam provar o quanto são necessários para a base das novas gerações.

São fogo, são roda. Não dá para negar essa base.

Mas a sociedade do consumo nega essa importante contribuição de quem já perdeu a vivacidade.

De forma dissimulada ou  nem tanto, atribui aos idosos um gasto ao Estado. Nega-se o saldo positivo de uma vida toda de trabalho braçal e cognitivo de toda uma população.

Há reações a essa situação. E o etarismo está considerado crime.

Recentemente no período eleitoral, houve episódio com candidato jovem que usou de forma subliminar a idade do opositor como sinônimo de falta de vivacidade , como falta de memória recente, como agente público ultrapassado. Deu certo a estratégia eleitoreira. Desleal. Criminosa.

Os eleitores avaliavam bem o candidato mais velho, respeitavam sua trajetória na vida pública, mas o etarismo venceu. Optaram pelo candidato midiático, “a moda da vez”.

Na política, como em todas as esferas da vida, se não tiver essência no projeto escolhido, haverá menos vitoriosos e mais perdedores.  E, a essência a que me refiro, é a sabedoria do mais velho.

Aliada aos novos saberes, a roda e o fogo farão  sempre o mundo evoluir.

Conexão indispensável : velho|novo. Novo|velho.

Por uma conexão dual respeitosa.

Haveremos de construí-la. Por ações lindas . E a palavra ETARISMO será para sempre feia.

 

 

Tempo de Leitura: 2 min
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Discurso político e sua intencionalidade.

10 de outubro de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

É na cidade que tudo acontece.

Nascemos e crescemos na cidade ou no território pertencente, chamado município.

As necessidades básicas de uma população depende quase que exclusivamente de seus mandatários.

Estamos no período eleitoral. A democracia nos permite escolher quem ocupará a vaga no executivo e no legislativo.

Atentando para o discurso apelativo inerente à ocasião, observa-se a intencionalidade . Essa depende do lugar que os sujeitos ocupam.

Os sujeitos que estão no poder usam os verbos no presente, pretérito e futuro com mais facilidade.

Fiz. Faço. Farei.

Os sujeitos que buscam o poder utilizam verbos no futuro. Farei. Ou apelam para a memória do eleitor  recordarem feitos do passado.

Já os substantivos abstratos tomam conta do discurso: justiça social, democracia, honestidade, ética, cidadania, responsabilidade, transparência, até os que não poderiam estar nessa categoria como educação, saúde, moradia,saneamento básico, mobilidade urbana, segurança, meio ambiente, políticas públicas…

Alguns sujeitos candidatos discursam como papagaios, repetem o mesmo campo semântico em todos os pleitos eleitorais, a intenção é clamar pela atenção do eleitor tão carente de tudo o que deveria ser dever do estado de direito. Promessas mascaradas de projeto de gestão.

Em tempos de mídias digitais,nos programas da gestão situação, os adjetivos aparecem nas lindas imagens das realizações propositivas, enquanto imagens reais são mascaradas, exceto, pelas imagens captadas por adversários.

Houve quem resolveu trazer de volta a prática do apelido. Preconceituoso, totalmente reprovado na urna!

O leitor eleitor percebe.

O eleitor não leitor se perde.

E o eleito?

Conseguiu atenção para sua intenção. Boas intenções ?

Dizem que o inferno está cheio delas.

Tempo de Leitura: 1 min
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