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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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-Boa luta, professor! – Mas saiba que estamos sozinhos nela…

2 de maio de 2019 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Ainda sobre o primeiro de maio de 2019. Dia consagrado aos trabalhadores do mundo todo. Dia dos trabalhadores. É dia do trabalho, que existe, tão somente, porque existem os trabalhadores. Do verbo trabalhar, deriva-se o substantivo trabalho.

Por que o chefe da nação brasileira não se dirigiu aos trabalhadores, nos dois minutinhos que usou na mídia , nesse primeiro de maio ? Por que não parabenizou as mulheres e os homens que edificam esse país?

Fiquei com o sentimento de menosprezo no coração. Todos os brasileiros e brasileiras da massa trabalhadora tiveram sentimento parecido.

O plano do governo federal, que certamente está registrado no Tribunal Regional Eleitoral, uma exigência para homologar candidaturas, só agora começa a se efetivar e se tornar conhecido pela população. Enfim, as fileiras perfilam – se . E os trabalhadores estão numa fileira aparte, sem direito a continências.

Estamos sós. Só com a conta para pagar. De novo.

Ao parabenizar um colega professor pelo dia do trabalhador, dizendo a expressão corriqueira: -Boa luta, companheiro!! Ele respondeu: – Mas saiba que estamos sozinhos nessa.

Refleti sobre isso. Realmente o professor está sozinho.

Sozinho com seu plano de aula, que muitas vezes não se efetiva. Ora pela indisciplina dos alunos, ora pela carência de tecnologia,ora pela carência na infraestrutura da escola, ora pelo tiroteio nas imediações da escola…

O professor está sozinho .

Solitário. Acuado. Sem lenço, sem documento…ops sem filosofia, sem sociologia. Sem salário. Sem aposentadoria. Mas…

Uma coisa nos restou S A B E D O R I A.

Em marcha, seguiremos soletrando TI JO LO.

Avante, Paulos e Paulas Freire. Somos muitos os que sabem ler a palavra-mundo.

Por isso, sabemos porque não fomos homenageados.

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O Sujo e o Encardido

15 de abril de 2019 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

ENTRE CHUVA E CHUVA, O MORMAÇO A LUZ QUE NOS ENTREGA O DIA, NÃO DÁ AINDA PARA DISTINGUIR O SUJO DO ENCARDIDO. A PRÓPRIA LUZ É MOLHADA. (THIAGO DE MELO )

O poema de Thiago de Melo faz a alusão ao dia que amanhece entre pancadas de chuva e o mormaço que ocorre entre uma e outra pancada. Demora para que a luz do dia se faça presentes nesses dias nublados. Demora-se para distinguir o que de fato a natureza presenteará para os viventes da terra, se dia nublado ou chuvoso. Usa a metáfora do sujo e do encardido para descrever o amanhecer.

Essa metáfora cabe perfeitamente à conjuntura atual no Brasil.Está difícil de distinguir o sujo do encardido. Entendo que o sujo aplica-se para aquilo que recentemente ou ocasionalmente ficou sujo, passível de logo passar para a categoria limpo. Já o encardido, entende-se que muitas foram as tentativas de limpá-lo.

O sistema político brasileiro está encardido. Não há alvejante que dê conta de tanto bolor, de tantas manchas.

Cada eleição aparecem “novos produtos” que prometem ser mil utilidades do bombril. Parece que os encardidos se multiplicam. Criam as dificuldades para distinguir o que é o limpo e como seriam os limpos.

Eles existem. Basta aprender a descartar os encardidos. No mínimo colocar para reciclagem.Moer. Triturar. E dar outra forma. Para isso acontecer, atitudes propositivas e de enfrentamento são necessárias. Exemplo recente foi um enfrentamento da índia Sônia Guajajara a uma senadora defensora do agronegócio. Passou um pano limpo nas ideias encardidas.”Vocês não querem enxergar que a terra não aguenta mais tanta ganância”.

Como há panos encardidos estendidos sobre nós….

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O recheio da galinha

4 de fevereiro de 2019 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Galinha recheada e assada era o cardápio principal aos domingos na casa de muitas pessoas. Era prato de culinária requintada. Também era o alimento preferido para um piquenique ou uma viagem que requeria uma parada no meio do caminho.

A ave nada lembra as que, hoje, encontramos no supermercado. Era alimentada com milho e complementava sua alimentação com o ciscar no quintal, minhocas, farelos, restos de vegetais…o confinamento,sem doses de hormônios, acontecia quinze dias antes do abate.Fechada em uma gaiola, recebia somente milho ou quirela Costumava-se dizer fechar para limpar a ave. Carne limpinha.

Recentemente, um grupo de amigas combinaram se encontrar para comemorar os últimos dias das férias escolares. Alguém sugeriu o cardápio. Galinha recheada.

A galinha fora um presente. Chegou embalada e congelada. Pesando perto de uns cinco quilos. Foi assunto por muitos dias no grupo whatsapp. Descongela. Congela. Marca e desmarca o dia da bichinha parar na assadeira.

Encontrar quem sabe temperar e rechear a penosa? A mãe de uma colega se prontificou. Ficaria marinando uma noite. Ou dormindo no tempero.

A galinha caipira veio para a cidade hehehehehe…Até chegar a seu destino foram alguns quilômetros…decidir onde seria assada, alguns dias.Marcado o dia para iniciar o preparo,eis que vem no whats uma pergunta? QUEM MATOU A PENOSA?

NÃO SEI!!! Tinha penas? Sim. Quem matou não sabia matar. Está cortada ao meio. Não dá para rechear.Vamos só temperar. Íamos ter que fazer uma reconstituição do “cadáver”.

Assim, está a situação do brasileiro, galinha recheada continua sendo para poucos…

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