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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Os Sobreviventes

11 de agosto de 2021 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Retorno ao blog após uma trégua como escriba.

O verbo retornar remete a lugares. pois sim. O blog é um bom lugar para minha mente.. Sobrevivente.

A qui a alma se aquieta. Refugia-se. Perde a ansiedade brincando com as palavras. As palavras e seus sentidos. Os antídotos que combatem as toxinas desse tempo infeccioso.

Feliz. Estou entre os sobreviventes.

Esse título parece ser de um filme. Não é.

Um ano e meio que o mundo vive a pandemia do corona vírus.

O inimigo invisível  ceifa vidas humanas independente do lugar geográfico, da crença, da cor da pele.

Nossa casa comum deu o alerta. O soberanismo caiu. Povos ricos e povos pobres cabisbaixos . O universo dando a  lição. Mostrou mais uma vez que todo ele é cooperativo. Foi necessário que a Alemanha, por exemplo. enviasse vacinas à Itália, para socorrer os velhinhos italianos.

O vírus letal quebrou fronteiras. Ainda que a barreira da lei  do mercado  persiste em dar as ordens.

Aqui, no Brasil, são 14 milhões de brasileiros na miséria.

Está posto o desafio para quem está no grupo dos sobreviventes.

Qual será o futuro?

A mãe terra deu seu recado. Urgente novas posturas.

Crescer em consciência.

Entender que somos seres de relação.

A mãe terra  precisa de cuidados e todos os seres que habitam nela.

A física quântica está ai para dizer que tudo tem a ver com tudo. Os elementos são solidários entre si.

Por isso, uma forma de chegarmos ao futuro, é o retorno ao que nossos antepassados nativos (  Xãmas ) sempre fizeram, a comunhão com a natureza.

Vamos ter uma nova civilização. A biocivilização  capaz de reorganizar a economia pela cultura da solidariedade. A economia Bio Circular.

Respeito à Terra. Deixemo – la respirar.

Descobrir a verdadeira essência humana que é sermos seres  de relação, acima, abaixo, ao lado. Descobrir se família do  bienviver.  Junto com a natureza.  Copiando o que as mães fazem com seus filhos. Se não fosse o cuidados delas ninguém sobreviveria.  Não é mesmo?

Por isso, cuidar da mãe  – terra parece ser a única alternativa para que   não tenhamos o mesmo destino dos dinossauros.

Quando me deparo com uma lagartixa, sussurro baixinho: – Você já foi grande demais.

Qual será nossa forma de sobreviventes?

Há um trilhão de células em nós.  Quais sobreviverão?

Tempo de Leitura: 2 min
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As palavras da procrastinação. Elas estão no seu vocabulário. E na sua vida?

5 de janeiro de 2021 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Escolhi o tema procrastinação para o primeiro post do ano porque dezembro de 2020 foi o mês de total “deixa pra depois”.

Não escrevi sobre nada em dezembro. Nada me pareceu valer a pena.

O ano todo pareceu-me ora vazio ora cheio demais de conteúdos. O ano dos excessos.

Excessos de análises por quem não é analista. Não é terapeuta. Não é professor. Não é médico. Não é cientista. Mas palpitaram em tudo. Ai, resolvi, praticar a procrastinação . E não escrevi nada durante o último mês do ano em que ” A TERRA PAROU”…Nunca antes o *Toca Raul fora tão real.

Faz pouco tempo que incluí no meu vocabulário a palavra procrastinação.

Não sabia usá-la.

Até que percebi o uso de outras palavras muito usadas e que são sinônimas de procrastinar.

DEPOIS. TALVEZ. NA BOA. DEIXA PRÁ LÁ. DÁ NADA.

Depois eu faço.

Depois eu ligo.

Depois eu falo.

Depois eu concluo.

Depois eu vejo isso.

Depois eu pago.

Depois da chuva…

Depois da tempestade…

Depois…ah o depois pode não acontecer. A pandemia acendeu a luz vermelha sobre os depois*.

Talvez.  Talvez eu vá… talvez eu compre. Talvez te visite este ano.

Talvez seja cedo demais.

Talvez sim.

Talvez não.

Possibilidades procrastinadas.

Há quem afirme que a expressão *talvez, por uma mulher ou por um homem significa um belo NÃO.

Pela minha experiência, afirmo: esse talvez* veste o  significado do não. E só nesse sentido o talvez não é sinônimo de procrastinar. É o grand finale da relação.

Já no mundo das gírias encontrei algumas que também são sinônimas de procrastinação.

Na boa. Deixa prá lá. Dá nada. E a fila anda. A boiada passa. A vida passa.

Por fim, uma meta para 2021: parar a procrastinação.

Sugiro uma breve passada no texto bíblico, 2. Tessalonicenses 3. 11. “Essas pessoas não trabalham, antes, elas trabalham ao redor.”

Deixemos de fazer rodeios . Comecemos com a escolha da tarefa mais importante e destinemos a ela quinze minutos. Você vai se surpreender com os resultados.

2021 não é ano para procrastinação.

É uma dica para a vida pessoal, profissional e política

Não dá para deixar para depois #foraterraplanistas!!!!

Tempo de Leitura: 1 min
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O sujeito Nós no discurso político

22 de novembro de 2020 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Analisei o discurso político do período eleitoral pelo uso constante do pronome pessoal Nós.

– Nós faremos….nós planejamos….nós fizemos…..nós pensamos…nós recebemos…

Os representantes de partidos políticos usam muito o pronome NÓS em suas narrativas. A grosso modo, estariam se referindo às pessoas de suas agremiações políticas. Ao ideário a que pertencem. Será?

A organização política partidária do Brasil remete-nos à leitura implícita  de quem realmente faz parte desse sujeito ou sujeitos marcados pela marca desinencial ( faremos. projetamos, queremos, disputamos…)

Seriam as empreiteiras? Grandes grupos empresariais? Alguns coronéis ? Algumas empresas estrangeiras ? Financiadores de milionárias campanhas eleitorais. Supostos sujeitos que ocupam lugar no pronome pessoal Nós.

Gostaria muito que o sujeito desse lugar fosse ocupado pelo povo. Quem realmente faz. Constroi. Fabrica. Produz. Cria. Transporta. Ensina. Cura…

Mas o projeto político do” Nós” deixa na clandestinidade os sujeitos reais da história.

Desde a construção da Babilônia antiga, do templo do rei Salomão até as babilônias e templos contemporâneos os reais construtores são anônimos.

_ Nós estaremos em contato permanente com as vilas,com os bairros, com toda a comunidade durante todo nosso mandato. Afirma o candidato, que inclusive foi o vencedor, no entanto o cenário dessa gravação é sempre a praça central da cidade.

Quem sabe ler palavras e imagens, e nem não precisa ser profissional da semiótica, entendeu para quem ele de fato governará.

O sujeito do verbo desinencial faremos, dialogaremos, atenderemos tem lugar definido,tem raça definida, tem classe social e, infelizmente, não me vejo inclusa, tampouco  a maioria dos sujeitos.

Somos apenas uma marca desinencial que a gramática normatiza o discurso político.

Infelizmente, normatiza parcialmente os direitos do sujeito nós.

PS: Nós, aqui do bairro, não temos saneamento básico, tampouco rede fluvial.

ASSINA:  SUJEITO EU SEM O ” NÓS ”

 

 

Tempo de Leitura: 1 min
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