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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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A natureza cobrou caro, sem parcelamentos!!

12 de junho de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

2024. A conta chegou para os gaúchos.

Os boletos começaram a serem emitidos há décadas.

Eles foram ignorados.

Alguns protestados.

Algumas punições e multas pagas.

Ficamos no vermelho.

Os créditos venceram.

A tragédia climática ou drama anunciado, no sul do Brasil, no Rio Grande do Sul, deixou 1. 476.170 pessoas desabrigadas.

Dos 497 municípios, 425 foram atingidos por temporais e enchentes avassaladores.

Cidades inteiras foram destruídas, varridas do mapa. Casas, fábricas, lavouras devastadas.

Fauna e flora do ambiente inteiro gerou literalmente o ” meio ambiente”…A fúria das águas levou pontes, estradas, destruiu os caminhos, forçou os humanos trilhar caminhos da solidariedade sob pena de serem extintos como as pontes.

A fúria das águas deixou um recado da natureza em letreiros gigantes STOP. PARE.

A capital Porto Alegre deixou de ser alegre. Stop para o aeroporto. Stop para a rodoviária. Virou uma grande ilha.

Mansões e casebres não foram poupados. Ricos, pobres, miseráveis, balançou a pirâmide social!

Governantes e governados, ambientalistas, cientistas, especialistas e negacionistas atingidos.

Atingidos, EGOS E SUPEREGOS!

Os defensores do Estado mínimo bradaram pela presença dos agentes públicos.

Constatação: o Estado forte , competente, capacitado se fez necessário.

A companhia de água e esgoto (CORSAN) recém privatizada mostrou a falta de investimento na política pública de saneamento. As águas que invadiram as ruas e as casas em 2024 não tinham a coloração das águas do evento de 1941, agora totalmente poluídas pelo esgoto não tratado.

A população ficou a mercê de sua própria poluição, do lixo produzido pelo consumismo desenfreado e de seu individualismo maléfico.

Foi necessário bombeiros, policiais, agentes públicos de toda a máquina pública gaúcha e de todos os outros entes federados, voluntários de todos os lugares, inclusive internacional e não foi possível salvar todas as vidas .

Os defensores do Estado mínimo precisarão rever o conceito dessa política nefasta. É um bom momento para rever políticas públicas. É a chance de estudar quais políticas amenizarão os efeitos dos futuros eventos climáticos, os quais,os cientistas  afirmam serão constantes.

Cá estou, a refletir  sobre    a política dos agrotóxicos.

As águas  lavaram o solo.

É como a Mãe-Terra dissesse:

_ Revejam o tratamento prescrito a mim!

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Professor chorou! As professoras choraram também!

23 de março de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Dia 23 de Março de 2023. Dia de intenso calor. 10 horas. Em primeira chamada iniciara-se a Assembleia deliberativa da categoria de professores municipais da cidade de Passo Fundo, norte do Rio Grande do Sul. Sul do Brasil.

O evento não fora apenas um encontro reivindicatório da data base, índice de reposição salarial, pedido de pagamento da lei do piso nacional dos professores, foi, entretanto, um grito coletivo por respeito àqueles cuja amorosidade inerente à profissão é confundida com  saldo bancário. Sim, ama-se a profissão, mas não há cartão-amor para cumprir com as despesas básicas de sobrevivência.

Assembleia de professores da educação básica! Básica. Essa mesma educação que é bandeira em toda eleição dos gestores públicos, do executivo, do legislativo…uma vez eleitos, pouquíssimos lembram do que escreveram ou disseram nos palanques eleitoreiros em defesa da escola pública e de seus principais agentes: os professores. E toda data básica, professores  vão de pires na mão pedir o que lhes cabe por direito : O BÁSICO.

O que de fato seria o básico para os educadores ?

Além do essencial para viver, muito precisa o educador para permanecer na sua profissão. Primeiramente, o básico respeito.

O sentimento de colega aposentada diante do desrespeito de quem muito contribuiu na formação básica dos cidadãos desse chão:_”  Participar de assembleia na condição de aposentada, foi uma experiência triste. O olhar marejava, o coração doía e o futuro…ah, para esse, as circunstâncias apontavam -me que a alegria que espalhei, os afetos que conquistei, as horas que trabalhei em casa pela minha profissão, os estudos que fiz, os projetos, os quais participei…fizeram de mim, para os governantes, um número descartável, à espera da lucrativa morte na folha de pagamento. Um desprezo triste, humilhante, injusto e indigno”

Os relatos de colegas sobre desrespeito da profissão foram impactantes. Doentes, necessitam de atestado médico. Precarizando ainda mais o salário pelos descontos no vale alimentação. Justo para o vale alimentação que a proposta de reposição é maior que no salário base. Forma de castigo aliado à pedagogia de cabresto que se está enfrentando.  Com mais de trezentos professores presentes, ativos e inativos, a escuta “materializaram” a empatia e a sororidade.

A palavra ” soror” quer dizer irmã. Diante do relato de um irmão professor, interrompido pelas lágrimas, várias vezes, a sororidade ficou uma palavra de dois gêneros. Choramos . Todos: professor e professora.

Desse choro veio a força encorajadora de dizer não à proposta salarial do patrão. Todavia,somado a não aprovação do índice de reposição salarial que não contempla o piso nacional, veio o grito de basta de desrespeito!

Ocorrera, nesse dia, não mais uma assembleia, mas uma assembleia da coragem!

Talvez não nos paguem o que nos devem. Talvez ainda o choro seja inevitável, porém a sensibilidade de ser professora e professor é, e sempre será munição para lutar pelo básico, que é viver numa sociedade justa e fraterna. Apesar de…a luta continua!

 

 

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A era do plástico

20 de março de 2023 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Comprou. Embalou. Usou. Descartou.

Jogue no lixo. Jogue fora.

Não existe jogar fora. Você vai entrar em órbita para descartar seu lixo?

Tudo o que  usa e descarta fica no planeta.

A lixeira onde você deposita o saco do lixo, fica no planeta. O caminhão que recolhe é do planeta. O aterro ou a usina de reciclagem são desse planeta. A rua que você anda e nela sutilmente, ou nem tanto, joga a bituca do cigarro, o papel de bala, a latinha de redbull , a embalagem do salgadinho, ou a embalagem de isopor da quentinha. tudo, absolutamente não foi jogado fora. Ficou na rua, escorreu com a água da chuva, entupiu boeiros,   chegou  no rio, chegou no mar…Tudo é do planeta. Veio do planeta. Ficará no planeta.

Tudo está dentro do planeta, nada fora. Inclusive, a poluição da atmosfera.

Há muito tenho pensado em escrever sobre o plástico nosso de cada dia.

Estamos plastificados.

Ousei em batizar nosso tempo da era do plástico.

Já tivemos inúmeras eras. Era da barbárie. Essa teima permanecer no aqui e agora. Era do iluminismo.

Era de renascimento. Era da tecnologia. Era do conhecimento. Era da inteligência artificial.

E A ERA DO PLÁSTICO.  Da minha autoria.

Quando mesmo começou essa fúria de consumo do plástico?  Porque é uma fúria desenfreada.

Recentemente li uma notícia que o saco plástico usado para compras em supermercados, fruteiras, lojas, livrarias, farmácias… tudo vem dentro de uma sacolinha que por sua vez cabe dentro de outra sacola…é o vilão da poluição de rios e mares.

Seguido é claro de todo tipo de embalagens: copo, copinho, argolinha, lacres, fio dental, canudinhos, cotonetes, tampinhas, potes, potinhos…milhões disso e tudo mais que se” embrulha” o consumismo humano.

Gosto da frase dita por ocasião de enchentes, quando o rio invade ruas e casas com águas poluídas:

_ Ele só veio devolver o que não é dele.

Como se dissesse aos habitantes desse planeta lindamente construído com a mão de um supremo criador:

_ Toma relaxado! Aprende a usar os “Rs”, Reduza. Reuse. Recicle. Retire. Refaça.

O recado é para os moradores ribeirinhos, para moradores dos condomínios, das casas, dos casarões, dos palácios e também para as prefeitas, para as vereadoras, para as deputadas, para as senadoras, porque para o outro gênero que ocupa a maioria dos cargos da política institucional o recado já foi dado , mas teimam em não ouvir.

Teimam em desviar verbas. Principalmente da educação para o povo, a melhor alternativa ao meu ver, para salvar o planeta do homem plastificado.

Sim, estamos plastificados. Conforme pesquisas recentes, a quantidade enorme de plástico em minúsculos resíduos é encontrado na água que bebemos, em peixes que consumimos, somados a tudo o que usamos,esse derivado de petróleo nos sufoca.

Sufoca o planeta. Ele está agonizando numa bolha de plástico. Respira artificialmente.

Bem vindos à ERA DO PLÁSTICO.

Duvido até que muitos corações já foram plastificados. Estão na categoria descarte. Talvez, se possa aplicar  o”sistema dos Rs”. Talvez.

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