Relutei inúmeras vezes escrever sobre os assassinatos das mulheres brasileiras.
As mídias sociais tratam desse assunto diariamente, pois trata se de crimes bárbaros que acontecem diariamente. Os milhares de casos trouxeram para a sociedade brasileira alerta geral.
Reflito porque chegamos a esses números alarmantes de feminicídio.
Essa mentalidade masculina assassina foi se construindo, moldando se na sociedade sem que nenhuma barreira da esfera judicial fosse de fato efetiva.
Permitiu se e, permite se que o altar de congregações religiosas pregue segregação de gênero. Inaceitável o uso das escrituras bíblicas para moldar comportamentos.
Como aceitar pastor dizer que mulher deve edificar o lar e ficar longe da universidade?
Que a mulher deve entender que o marido é que manda e pronto ? Decidir o que vestir, aonde ir, o que falar? Deixar de existir.
Décadas e décadas de pregação de como tornar a mulher submissa.
Claro, como ser pensante que sempre foi, a mulher contemporânea buscou seu espaço, seu lugar edificante também fora dos muros da casa.
Reeditaram a queima às bruxas.
Juntou se a essas pregações criminosas, os movimentos red pill.
As redes digitais estão tomadas de pensamentos misóginos. Circulando a toda velocidade possível dos logarítimos
Meninos tornando se assassinos de suas namoradas. 17 anos tem o menino assassino de sua namorada de 16 anos!!!Última notícia .
E ainda há os coatores desses assassinatos. Autoridades que enchem o peito para vociferar contra a educação de gênero!
Somos as bruxas do século 21. Queremos ser. Inclusive bruxas.
DEIXEM-NOS EM PAZ.
Que evolução é essa?
Um colega professor me disse certa vez, tenho mais medo do fundamentalismo do que do capitalismo.
Achava exagero.
Não é.
