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Ditos e Não Ditos - By Martinha de Fátima Borba
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Por que matam mulheres? Reedição da queima de bruxas.

6 de fevereiro de 2026 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Relutei inúmeras vezes escrever sobre os assassinatos das mulheres brasileiras.

As mídias sociais tratam desse assunto diariamente, pois trata se de crimes bárbaros que acontecem diariamente. Os milhares de casos trouxeram para a sociedade brasileira alerta geral.

Reflito porque chegamos a esses números alarmantes de feminicídio.

Essa mentalidade masculina assassina foi se construindo, moldando se na sociedade sem que nenhuma barreira da esfera judicial fosse de fato efetiva.

Permitiu se e, permite se que o altar de congregações religiosas pregue segregação de gênero. Inaceitável o uso das escrituras bíblicas para moldar comportamentos.

Como aceitar pastor dizer que mulher deve edificar o lar e ficar longe da universidade?

Que a mulher deve entender que o marido é que manda e pronto ? Decidir o que vestir, aonde ir, o que falar? Deixar de existir.

Décadas e décadas de pregação de como tornar a mulher submissa.

Claro, como ser pensante que sempre foi, a mulher contemporânea buscou seu espaço, seu lugar edificante também fora dos muros da casa.

Reeditaram a queima às bruxas.

Juntou se a essas pregações criminosas, os movimentos red pill.

As redes digitais estão tomadas de pensamentos misóginos. Circulando a toda velocidade possível dos logarítimos

Meninos tornando se assassinos de suas namoradas. 17 anos tem o menino assassino de sua namorada de 16 anos!!!Última notícia .

E ainda há os coatores desses assassinatos. Autoridades que enchem o peito para vociferar contra a educação de gênero!

Somos as bruxas do século 21. Queremos ser. Inclusive bruxas.

DEIXEM-NOS EM PAZ.

Que evolução é essa?

Um colega professor me disse certa vez, tenho mais medo do fundamentalismo do que do capitalismo.

Achava exagero.

Não é.

 

 

 

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Discurso político e sua intencionalidade.

10 de outubro de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

É na cidade que tudo acontece.

Nascemos e crescemos na cidade ou no território pertencente, chamado município.

As necessidades básicas de uma população depende quase que exclusivamente de seus mandatários.

Estamos no período eleitoral. A democracia nos permite escolher quem ocupará a vaga no executivo e no legislativo.

Atentando para o discurso apelativo inerente à ocasião, observa-se a intencionalidade . Essa depende do lugar que os sujeitos ocupam.

Os sujeitos que estão no poder usam os verbos no presente, pretérito e futuro com mais facilidade.

Fiz. Faço. Farei.

Os sujeitos que buscam o poder utilizam verbos no futuro. Farei. Ou apelam para a memória do eleitor  recordarem feitos do passado.

Já os substantivos abstratos tomam conta do discurso: justiça social, democracia, honestidade, ética, cidadania, responsabilidade, transparência, até os que não poderiam estar nessa categoria como educação, saúde, moradia,saneamento básico, mobilidade urbana, segurança, meio ambiente, políticas públicas…

Alguns sujeitos candidatos discursam como papagaios, repetem o mesmo campo semântico em todos os pleitos eleitorais, a intenção é clamar pela atenção do eleitor tão carente de tudo o que deveria ser dever do estado de direito. Promessas mascaradas de projeto de gestão.

Em tempos de mídias digitais,nos programas da gestão situação, os adjetivos aparecem nas lindas imagens das realizações propositivas, enquanto imagens reais são mascaradas, exceto, pelas imagens captadas por adversários.

Houve quem resolveu trazer de volta a prática do apelido. Preconceituoso, totalmente reprovado na urna!

O leitor eleitor percebe.

O eleitor não leitor se perde.

E o eleito?

Conseguiu atenção para sua intenção. Boas intenções ?

Dizem que o inferno está cheio delas.

Tempo de Leitura: 1 min
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Santinhos, nem tanto!!!

8 de setembro de 2024 by Marta de Fátima Borba Nenhum comentário

Cresci acompanhando campanhas eleitorais.
Na minha infância, o material impresso era raríssimo.
Então, quando chegava o período eleitoral, chegava vasto material impresso : os santinhos.
No contexto político, santinho é uma publicidade da candidatura, contém foto, partido político, número e um breve histórico dos candidatos e suas proposições caso sejam eleitos.
A denominação “santinho” do panfleto para fins da política partidária chega a ser hilário antes de sua condição irônica.
Primeiramente, o santinho foi usado para divulgar santos, santas e, óbvio, suas santidades.
Na nova versão dos santinhos,de santidade não sobrou nada!
O que mais circulam são promessas falsas. O repertório se parece com as ladainhas religiosas, o diferencial é de que elas, se repetidas com seriedade e devida fé, até milagres acontecem. enquanto que a ladainha política caiu em total descrédito: vote pela educação, pela saúde, pela moradia,pela segurança, pelo lazer e cultura, pelo esporte, pela justiça, pela democracia…Caro leitor,convido lhe a continuar a ladainha.
Conhecemos muito bem a ladainha inscrita nos santinhos,a cada quatro anos, temos a chance de repeti-la. Os mesmos santos com as mesmas promessas.Salvo, raras exceções.
Então,faço remissão de memória e volto à infância.
Os santinhos viravam dobraduras. Surgiam barquinhos,naves,aviõezinhos (a propósito, ontem, esbarrei num exemplar, na esquina movimentada da cidade)Já, a diversão de minha mãe, era “estilizar”a foto dos santinhos.
Vale dizer que era o tempo de candidaturas de homens. Só os santos.Às santas reservava-se apenas o direito ao voto.Estávamos na peleja pelo direito de votar e ser votada.
Com uma caneta, minha mãe desenhava bigode no santo que por ventura não tinha, ou aumentava-o consideravelmente no santo com bigode fininho.Recortava e fazia montagens, colocando saias, vestidos, em total protesto pela falta de santinhas na política. Fazia mais, escrevia trocadilhos com o nome e partidos dos referidos santos. “João Maria, vem aqui com a cabeça e a panela vazia” PPB vem aqui só para feder”
Era pura diversão.
Já que intuímos que daquela ladainha não viria milagres.
Os santos eram santos de pau oco.
ERAM?

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